Revisão das raias viola (Chondrichthyes: Rhinopristiformes) do Atlântico sul ocidental

As raias viola do Atlântico sul ocidental compreendem três espécies: Pseudobatos horkelii, Pseudobatos percellens e Zapteryx brevirostris. Elas sofreram recentes mudanças taxonômicas: a ordem mudou de Rhinobatiformes para Rhinopristiformes; P.horkelii e P. percellens eram do gênero Rhinobatos; e Zap...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Carvalho, Caroline Pires
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.bdtd.uerj.br:1/20383
Acceso en línea:http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/20383
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Peixes
Raia(Peixe)
Ontogenia
Zapteryx
Pseudobatos
Rhinopristiformes
Complexo anatômico
CIENCIAS BIOLOGICAS::ZOOLOGIA::TAXONOMIA DOS GRUPOS RECENTES
Descripción
Sumario:As raias viola do Atlântico sul ocidental compreendem três espécies: Pseudobatos horkelii, Pseudobatos percellens e Zapteryx brevirostris. Elas sofreram recentes mudanças taxonômicas: a ordem mudou de Rhinobatiformes para Rhinopristiformes; P.horkelii e P. percellens eram do gênero Rhinobatos; e Zapteryx agora está inserida na família Trygonorrhinidae. Algumas características marcantes deste grupo são: região caudal robusta, cartilagem rostral bem desenvolvida e forma alongada do corpo. Essas mudanças taxonômicas foram propostas por recentes estudos filogenéticos e moleculares, especialmente baseados na morfologia oronasal. Esta morfologia é conservada dentro dos gêneros mas diverge em toda ordem; portanto, problemas taxonômicos não-resolvidos ainda existem dentro do grupo. Além disso, a morfologia de P. horkelii e P. percellens é extremamente similar, alguns considerando inclusive serem apenas uma espécie, e para estudos e trabalhos de preservação e conservação, a correta identificação das espécies é crucial, especialmente no caso de P. horkelii, a qual está criticamente ameaçada segundo os critérios da IUCN. O presente estudo teve como objetivos: I) apresentar uma redescrição anatômica das três espécies nominais de raias viola encontradas na costa brasileira; II) testar a validade das espécies de Pseudobatos brasileiras, através de técnicas morfológicas; e III) propor uma diagnose para os taxa do Brasil baseada em dados morfológicos. O material utilizado foi advindo da parceria com os pescadores das praias de Itaipu e Copacabana (pelas doações das pescas dos mesmos), que passou pela preparação por coleópteros dermestídeos, de espécimes anteriormente diafanizados e depositados nas coleções da UERJ e da consulta à coleção de Pseudobatos spp. do Museu Nacional da UFRJ. Para a diferenciação da morfologia externa entre P. horkelii e P. percellens, apenas um caracter (anteriormente descrito na literatura) foi considerado válido: a mancha escura oval na superfície ventral da porção do rostro. Entretanto, foi observado um novo caracter para a diferenciação de ambas as espécies na morfologia interna: a inserção de dois raios da nadadeira peitoral diretamente na cintura peitoral em P. percellens e a inserção de apenas um raio em P. horkelii. Não foi observado dimorfismo sexual em P. horkelii e em P. percellens, ao contrário de Z. brevirostris, na qual o dimorfismo sexual começou na fase juvenil. Na análise ontogenética houve uma mudança na forma geral do corpo, originadas principalmente do alongamento do rostro, migração das órbitas para a superfície dorsal e do prolongamento do propterígio e metapterígio peitorais. Foi visto também que P. percellens adquire calcificação previamente a P. horkelii. Z. brevirostris apresentou mais variação intraespecífica do que Pseudobatos spp., principalmente nas nadadeiras peitorais e pélvicas. A descrição do complexo anatômico-esquelético para as três espécies pode ser considerada bemsucedida, logo, as três tiveram suas validades confirmadas; entretanto, para melhor conhecimento da biologia delas ainda são necessários muitos estudos. Como as três espécies estão ameaçadas de extinção, estudos mais detalhados da sistemática, anatomia e biologia são importantes para ajudar na conservação e preservação das mesmas.