Currículo cultural, corpo e beleza
Esse artigo pretende discutir sobre o que ou quem define o que é a beleza de um corpo na contemporaneidade ocidental, a partir de uma leitura interdisciplinar: educação e mídia. Nesse sentido indagamos: quem ou quais instituições - através de seus discursos - detêm o poder de definir as formas de um...
| Autores: | , |
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| Tipo de recurso: | capítulo de libro |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2006 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Ceará (UFC) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da Universidade Federal do Ceará (UFC) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufc.br:riufc/47922 |
| Acceso en línea: | http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/47922 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Beleza física (Estética) Currículo cultural Corpo humano na comunicação de massa Corpo humano na educação Educação e mídia |
| Sumario: | Esse artigo pretende discutir sobre o que ou quem define o que é a beleza de um corpo na contemporaneidade ocidental, a partir de uma leitura interdisciplinar: educação e mídia. Nesse sentido indagamos: quem ou quais instituições - através de seus discursos - detêm o poder de definir as formas de um corpo belo e a que outras práticas esses discursos estão atrelados? Visto que beleza é algo desejável socialmente e sinônimo de aceitação, como a dimensão do corpo se insere nas discussões do campo do currículo cultural? Tradicionalmente a palavra currículo nos remete aos conteúdos disciplinares das instituições de educação formal, seguida de termos, tais como: grade curricular, programas, conteúdos; com objetivos gerais e específicos a serem atingidos a partir de uma série de procedimentos pedagógicos, pensados geralmente para uma homogeneidade. Tudo previamente selecionado, onde o corpo desempenha um papel irrelevante, e a disciplina e o autocontrole são impostos sobre aquele, para "garantir" um bom desempenho intelectual. Desde a década de 1960, os Estudos Culturais a partir de pesquisas que enfatizam a cultura popular e midiática, vêm se dando conta de que a formação humana não acontece somente na escola. Além das clássicas instituições sociais como família, igreja ou movimentos sociais, desde meados do século XX, a indústria cultural (ADORNO, 1996) participa, cada vez mais ativamente, desta formação. Isso acontece devido ao desenvolvimento tecnológico, quando ela potencializa ainda mais o seu poder de produção e divulgação. Enquanto, na sala de aula, o professor atende a uma demanda específica e selecionada previamente, assim como os conteúdos formais com que trabalha, a mídia, ao contrário, tem um poder de atuação imensurável para um público massificado, agindo sem limites de tempo, espaço e assuntos.[...] |
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