Água: um bem econômico de valor para o Brasil e o mundo

A poluição e o uso desordenado dos recursos hí­dricos, aos poucos, estão tornando a água imprópria para o consumo humano. Além disto, tanto o crescimento demográfico quanto o econômico multiplicam os usos das águas e fazem crescer sua demanda, diante de uma oferta inelástica. A junção destes fatores...

Full description

Bibliographic Details
Authors: Barros, Fernanda Gene Nunes, Amin, Mário M.
Format: article
Status:Published version
Publication Date:2008
Country:Brasil
Institution:Universidade de Taubaté (UNITAU)
Repository:Revista brasileira de gestão e desenvolvimento regional
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:ojs2.rbgdr.net:article/116
Online Access:https://www.rbgdr.net/revista/index.php/rbgdr/article/view/116
Access Level:Open access
Keyword:Brasil
recursos hí­dricos
bens econômicos
recursos estratégicos.
Description
Summary:A poluição e o uso desordenado dos recursos hí­dricos, aos poucos, estão tornando a água imprópria para o consumo humano. Além disto, tanto o crescimento demográfico quanto o econômico multiplicam os usos das águas e fazem crescer sua demanda, diante de uma oferta inelástica. A junção destes fatores leva a inferir que este recurso não pode mais ser entendido como um bem comum, pois a confrontação de sua disponibilidade com suas demandas tende a acarretar a escassez. Assim, faz-se necessário reconhecer que a água é um bem econômico e um recurso estratégico essencial ao desenvolvimento econômico e social dos paí­ses. Dentro deste contexto, pode-se inferir que a Bacia Amazônica Brasileira dispõe de um recurso estratégico de valor econômico e social e, em se acentuando este quadro, pode vir a despontar no cenário internacional como uma das grandes potências no tocante à posse de água doce superficial, pois é uma das regiões do mundo que mais tem estoque deste recurso. No entanto, para que a região e o paí­s venham a usar e a defender, adequadamente seus recursos hí­dricos, mediante a sua disponibilidade, é preciso estabelecer e intensificar a regulação, a valoração e a conscientização, de maneira que, gradativamente, a população passe a utilizar, racionalmente, o recurso de forma que a água, hoje abundante, possa permanecer com este status e, através do mercado, promova uma nova rota de crescimento e desenvolvimento para a região amazônica. Para tanto, há que se adotar formas de gestão que possibilitem zelar pela conservação quantitativa e qualitativa das águas e pela racionalidade dos usos e seu justo compartilhamento.