“¡Compañero Víctor Jara, presente ahora y siempre!”: memória e testemunho nos projetos de Joan Jara (1973-1993)
O presente trabalho se dedica a investigar como a memória em torno da figura, vida e obra de Víctor Jara (1932-1973) foi construída, a partir da análise de projetos mobilizados pela bailarina britânico-chilena Joan Jara (1927-2023), sua viúva. O multiartista foi um dos principais expoentes do movime...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/252709 |
| Acceso en línea: | https://hdl.handle.net/11449/252709 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Víctor Jara Joan Jara Memória Legado Testemunho Memory Legacy Testimony |
| Sumario: | O presente trabalho se dedica a investigar como a memória em torno da figura, vida e obra de Víctor Jara (1932-1973) foi construída, a partir da análise de projetos mobilizados pela bailarina britânico-chilena Joan Jara (1927-2023), sua viúva. O multiartista foi um dos principais expoentes do movimento da Nova Canção Chilena; e Joan, uma das criadoras do movimento do Balé Popular. Ambos ofereceram apoio a Salvador Allende durante a campanha e o governo da Unidade Popular (1970-1973). Em 1973, após o golpe de Estado de 11 de setembro, Victor foi preso, torturado e executado no Estádio Chile, e a viúva partiu para o exílio empenhando-se em divulgar o assassinato e preservar o cancioneiro do marido. Joan foi um importante nome da oposição à ditadura civil-militar (1973-1990) de Augusto Pinochet, atuando por justiça, memória e reparação no exílio, no retorno ao Chile (1984) e durante o processo de transição democrática (1990). Como vítima de um trauma histórico, em diversos projetos defendeu a “natureza humanista do socialismo” e a positividade histórico cultural do governo de Allende. A fim de compreender como Joan Jara elaborou seu testemunho e quais as identidades estão presentes na formulação e difusão da narrativa sobre o legado de Víctor, examinamos recortes de imprensa acumulados no Archivo Víctor Jara, o LP póstumo Manifiesto Chile September 1973 (1974) e o livro Canção Inacabada (lançado originalmente em 1983), tendo como foco a constituição da memória até a criação da Fundación Víctor Jara (1993). |
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