O Pão nosso de cada dia dá-nos hoje: observações à luz do Evangelho de Mateus
A fome no primeiro século não é produto do acaso. É fruto do mal estrutural, estabelecido através do modelo administrativo adotado pelo Império romano. A sede pela ampliação de divisas, aliada a necessidade em anteder as demandas dos centros urbanos provocaram a exploração extrema do campo obrigando...
| Autor: | |
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| Tipo de documento: | artigo |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica (ABIB) |
| Repositório: | Estudos Bíblicos (Online) |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:ojs2.revistaestudosbibliocos.ojsbr.com:article/79 |
| Acesso em linha: | https://revista.abib.org.br/EB/article/view/79 |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | pão fome Evangelho de Mateus |
| Resumo: | A fome no primeiro século não é produto do acaso. É fruto do mal estrutural, estabelecido através do modelo administrativo adotado pelo Império romano. A sede pela ampliação de divisas, aliada a necessidade em anteder as demandas dos centros urbanos provocaram a exploração extrema do campo obrigando os camponeses, falidos, a mendigarem o pão nos grandes centros. Em reação a tudo isso, os destinatários de Mateus eram estimulados pelas palavras e atitudes de Jesus de Nazaré, descritas pelo evangelista. Seus escritos encorajavam a comunidade mateana a orar como o mestre havia ensinado. A oração, entretanto, não deveria ser assimilada como mero exercício litúrgico. Cada uma de suas expressões se constituíam como fundamento para a construção da identidade da comunidade. No pedido pelo pão, uma postura de resistência frente aos mecanismos causadores da fome, e o desafio de chamá-lo de nosso ao sociabiliza-lo com os famintos. |
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