Estudo da Curva de Decaimento da Pressão da Artéria Pulmonar em Pacientes com Hipertensão Pulmonar

Várias são as diferenças existentes entre a circulação pulmonar e a circulação sistêmica. Essas diferenças compreendem desde aspectos anatômicos até características funcionais. Talvez, a mais marcante característica do sistema circulatório pulmonar seja o fato desta apresentar alta complacência e ba...

Full description

Bibliographic Details
Author: Souza, Rogério de
Format: doctoral thesis
Status:Published version
Publication Date:2001
Country:Brasil
Institution:Universidade de São Paulo (USP)
Repository:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-11092025-150616
Online Access:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5150/tde-11092025-150616/
Access Level:Open access
Keyword:Artéria pulmonar/fisiologia
Artéria pulmonar/fisiopatologia
Cateterismo de Swan-Ganz/métodos
Circulação pulmonar
Complacência
Complacency
Hipertensão pulmonar/fisiopatologia
Pulmonary artery/pathophysiology
Pulmonary artery/physiology
Pulmonary circulation
Pulmonary hypertension/pathophysiology
Resistência vascular
Respiratory distress syndrome in adults/pathophysiology
Síndrome do desconforto respiratório em adultos/fisiopatologia
Swan-Ganz catheterization/methods
Vascular resistance
Description
Summary:Várias são as diferenças existentes entre a circulação pulmonar e a circulação sistêmica. Essas diferenças compreendem desde aspectos anatômicos até características funcionais. Talvez, a mais marcante característica do sistema circulatório pulmonar seja o fato desta apresentar alta complacência e baixa resistência vascular, o que faz com que os níveis pressóricos fisiológicos deste sistema estejam bem abaixo dos níveis da circulação sistêmica. O interesse crescente no estudo da circulação pulmonar levou ao desenvolvimento de vários modelos experimentais e matemáticos, na tentativa de determinar suas variáveis hemodinãmicas frente aos mais diversos estímulos. Der,tre essas variáveis, a pressão capilar pulmonar tem particular importância, uma vez ser esta o maior fator na determinação da formação do edema pulmonar. A determinação da pressão capilar pulmonar permite ainda a partição dos componentes resistivos da circulação pulmonar, possibilitando a análise do comportamento tanto do sistema arterial quanto do sistema capilar/venoso frente às mais diversas apresentações ciínicas envolvendo a circulação pulmonar. Dessas situações, a Hipertensão Pulmonar Primária se apresenta como uma doença de alta gravidade e cujo mecanismo fisiopatológico ainda não foi determinado. Dessa forma, desenvolvemos este estudo em que analisamos a curva de decaimento da pressão da artéria pulmonar e sobre a curva aplicamos quatro métodos para a determinação da pressão da artéria pulmonar e com essa, estudamos os componentes arterial e venoso da resistência vascular pulmonar. Comparamos três grupos de pacientes: um grupo de nove pacientes com hipertensão pulmonar primária (HPP), um grupo de seis pacientes com hipertensão pulmonar leve secundária à síndrome de angústia respiratória aguda (SARA) e um grupo controle de quatro pacientes, sem hipertensão pulmonar; todos monitorizados com cateter em artéria pulmonar. Esta análise evidenciou que a pressão capilar pulmonar é sempre maior no grupo HPP que nos outros dois grupos, independente do método utilizado na medida; evidenciou ainda, que os métodos aplicados não apresentam variação significativa nos grupos controle e SARA, mas apresentam grande variação no grupo HPP, sugerindo que cada um destes métodos esteja medindo a pressão de pontos diferentes da circulação na presença de uma doença obliterativa. O estudo das resistências arterial e venosa evidenciou que na HPP há um aumento proporcional dos dois componentes. Repetimos a análise das curvas do grupo HPP após a administração de vasodilatadores. Com isso, evidenciou-se que os níveis pressóricos, tanto da pressão capilar, quanto da pressão de oclusão da artéria pulmonar, quando da pressão arterial pulmonar média se mantém e que o débito cardíaco se eleva significativamente. As resistências arterial e venosa diminuem, ainda de forma proporcional, sugerindo que os vasodilatadores utilizados não possuem efeito arterial ou venoso seletivo