A atenção domiciliar como estratégia para ampliação das relações de convivência de pessoas com deficiências físicas

Neste estudo se discute a atenção domiciliar como estratégia para facilitar oportunidades de convivência de pessoas com deficiências físicas. Partiu-se da hipótese de que após a aquisição da deficiência as pessoas têm menores oportunidades de exercitar a convivência, considerada como a possibilidade...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Ferreira, Taísa Gomes, Oliver, Fátima Corrêa
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2010
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositório:Revista de Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo
Idioma:português
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/14104
Acesso em linha:https://www.revistas.usp.br/rto/article/view/14104
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Terapia ocupacional
Visita Domiciliar
Pessoas com deficiência
Occupational therapy
Home visit
Disabled persons
Descrição
Resumo:Neste estudo se discute a atenção domiciliar como estratégia para facilitar oportunidades de convivência de pessoas com deficiências físicas. Partiu-se da hipótese de que após a aquisição da deficiência as pessoas têm menores oportunidades de exercitar a convivência, considerada como a possibilidade de estar junto, entre e em relação com algo ou alguém, que pode ser fonte de bem-estar e auxiliar a adaptação da pessoa à condição de vida com deficiência. Pretende-se discutir a importância das relações de convivência das pessoas com deficiência e da atenção domiciliar como estratégia que possibilita o conhecimento e ampliação destas relações. Foram estudadas histórias de vida de 4 adultos com deficiências físicas adquiridas, moradores da área de abrangência de serviço de atenção básica de saúde no município de São Paulo, que representavam, em gênero, idade e tipo de deficiência, as pessoas com deficiências identificadas na unidade. As histórias de vida foram transcritas e analisadas buscando conhecer a importância da convivência nos períodos antes e depois da aquisição da deficiência. A análise dos dados baseou-se na teoria de rede social significativa. A diminuição das relações de convivência pelo afastamento do trabalho e menor circulação foram determinantes da condição da pessoa após a deficiência. A compreensão de deficiência como condição social possibilita considerar a atenção domiciliar como proposta de intervenção, que pode promover a diminuição do isolamento, a ampliação das redes sociais e de suporte e a criação de possibilidades de circulação social, que podem ser considerados desdobramentos do ato de conviver.