Caracterização epidemiológica e fatores de risco associados às lentiviroses, brucelose e leptospirose de caprinos e ovinos comercializados em feira de animais na Região do Semiárido Nordestino.
A região semiárida nordestina concentra a maioria dos rebanhos caprinos e ovinos deslanados do Brasil, com 8,5 milhões de caprinos e 9,9 milhões de ovinos, onde comumente ocorrem feiras de animais vivos, locais em que os proprietários geralmente comercializam a produção. Aglomerações animais represe...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2016 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Católica de Brasília (UCB) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UCB |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:localhost:riufcg/25518 |
| Acesso em linha: | http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/25518 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Ovinos - lentiviroses Ovinos - brucelose Ovinos - leptospirose Caprinos - leptospirose Caprinos - lentiviroses Pequenos ruminantes - brucelose Lentiviroses - pequenos ruminantes Brucelose - pequenos ruminantes Feira de animais - Nordeste Leptospirose - pequenos ruminantes Epidemiologia Veterinária Sheep - lentiviruses Sheep - brucellosis Sheep - leptospirosis Goats - leptospirosis Goats - lentiviruses Small ruminants - brucellosis Small ruminants - lentiviruses Lentiviruses - small ruminants Brucellosis - small ruminants Animal fair - Northeast Leptospirosis - small ruminants Veterinary Epidemiology Medicina Veterinária |
| Resumo: | A região semiárida nordestina concentra a maioria dos rebanhos caprinos e ovinos deslanados do Brasil, com 8,5 milhões de caprinos e 9,9 milhões de ovinos, onde comumente ocorrem feiras de animais vivos, locais em que os proprietários geralmente comercializam a produção. Aglomerações animais representam um importante elo na transmissão de doenças infecciosas, resultando na importância do conhecimento acerca da epidemiologia das doenças de pequenos ruminantes. Desta forma, o objetivo desse estudo foi determinar a frequência de anticorpos anti-Lentivirus de Pequenos Ruminantes (LVPR), anti-Leptospira sp. e anti-Brucella ovis em caprinos e ovinos comercializados na feira de animais da cidade de Tabira - PE, semiárido brasileiro, bem como a identificação de possíveis fatores de risco às enfermidades. Foram coletadas amostras de soro de 233 caprinos e 119 ovinos, sem raça definida, pertencentes a doze proprietários, na feira de animais do município entre novembro de 2014 e junho de 2015. Foi aplicado questionário epidemiológico para análise dos fatores de risco. As variáveis obtidas foram submetidas a análises univariada e multivariada. O diagnóstico da infecção por LVPR foi realizado pelas técnicas de Imunodifusão em ágar-gel (IDGA) e Western Blotting (WB). Pela IDGA foi identificado um caprino soropositivo e não foi detectada positividade nos ovinos. Pelo WB, 15/233 (6,44% IC95% = 3,94 – 10,35%) caprinos e 8/119 (6,72% IC95% = 3,45 – 12,71%) ovinos foram soropositivos, totalizando 23/352 (6,53% IC95% = 4,39 – 9,61%) animais reagentes. Os doze rebanhos estudados apresentaram soropositivos. Vermifugar os animais anualmente (odds ratio = 5,9; p = 0,04) foi considerado fator de risco à enfermidade nos caprinos. Não foram identificados fatores de risco à infecção em ovinos. A técnica de WB apresentou maior sensibilidade que a IDGA, demonstrando a ocorrência dos LVPR em caprinos e ovinos na feira de animais. O diagnóstico de Leptospira spp. foi realizado pela Soroaglutinação Microscópica (MAT). Foram identificados 16/233 (6,87% IC95% = 4,27 – 10,83%) caprinos e 16/119 (13,45% IC95% = 8,67 – 21,24%) ovinos soropositivos. O sorotipo mais frequente foi o Icterohaemorrhagiae. Os rebanhos caprinos e ovinos amostrados apresentaram soropositividade em 44,5% (4/9) e 62,5% (5/8), respectivamente. A criação de forma intensiva (odds ratio = 15,8; p < 0,001) e criação consorciada com equinos (odds ratio = 7,3; p = 0,005), foram considerados fatores de risco para enfermidade em caprinos. Não foram identificados fatores de risco à infecção em ovinos. A infecção por Leptospira spp. está presente nos pequenos ruminantes estudados. A soropositividade para B. ovis foi testada nos ovinos pela técnica de IDGA. A frequência de soropositivos foi de 7/119 (5,88% IC95% = 2,88 – 11,65%), ocorrendo em fêmeas pertencentes a três proprietários. A criação de maneira intensiva foi considerada fator de risco à infecção (odds ratio = 11,5; p = 0,005). Recomendam-se medidas direcionadas ao controle do trânsito e das aglomerações, que possibilitem aumentar o diagnóstico das enfermidades nos pequenos ruminantes que participam desses eventos, bem como melhorias nas condições higiênicosanitárias das instalações de criação objetivando reduzir o risco de transmissão da infecção aos susceptíveis. |
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