IDENTIDADE, GÊNERO E TRANSGENERIDADE: A CONSTRUÇÃO DO SER-MULHER NO VIDEODOCUMENTÁRIO “LAERTE-SE”

Levando em conta a acepção de que as identidades e os modos de existirsão socialmente produzidos a partir de diferentes práticas discursivas, forjandoprocessos de diferenciação dos sujeitos e legitimando o pertencimento a determinados grupos, o presente artigo analisa os discursos sobre o ser-mulher...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Cordeiro, Ana Luiza, Rohling, Nivea
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Paraná (UFPR)
Repositorio:Revista X
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.pkp.sfu.ca:article/66077
Acceso en línea:https://revistas.ufpr.br/revistax/article/view/66077
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Identidade
Gênero
Videodocumentário
Mulher
Transexualidade.
Descripción
Sumario:Levando em conta a acepção de que as identidades e os modos de existirsão socialmente produzidos a partir de diferentes práticas discursivas, forjandoprocessos de diferenciação dos sujeitos e legitimando o pertencimento a determinados grupos, o presente artigo analisa os discursos sobre o ser-mulher trans* no videodocumentário Laerte-se, considerando as múltiplas vozes que ecoam nessa narrativa multissemiótica. Para tanto, a análise tomou como base os estudos sobre gênero, sexualidade e identidade tais como: Beauvoir (1980), Butler (2001), De Lauretis (1994), Geraldi (2010), Moita Lopes (2013). O gênero documentário é um objeto diverso, tanto em sua roteirizarão – vozes da protagonista, do produtor, do diretor –, quanto em sua composição – imagens, músicas, enunciados, depoimentos, encenações –, fazendo ecoar e entrelaçar diferentes discursos sobre a identidade trans* para um mesmo produto midiático. Os resultados apontam para quatro eixos de centralização: o íntimo, o privado, o profissional e o ficcional – explicitando a construção identitária do ser-mulher trans do sujeito Laerte que transita entre a dualidade masculina-feminina, instaurada e reforçada socialmente, e a manifestação política do (r)existir como trans*.