Diversidade genética de Xanthomonas campestris pv. campestris no Brasil

Isolados brasileiros e estrangeiros de Xanthomonas campestris pv. campestris, bem como um isolado estrangeiro de X. campestris pv. armoraciae foram estudados quanto à sua variabilidade fenotípica e genotípica por meio de análises metabólicas (BiologTM), análise de ácidos graxos (FAME), eletroforese...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Silva, Maria Raquel
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2006
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Viçosa (UFV)
Repositorio:LOCUS Repositório Institucional da UFV
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:locus.ufv.br:123456789/1076
Acceso en línea:http://locus.ufv.br/handle/123456789/1076
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Podridão negra
Fitobactérias
Brassicas
Black rot
Phytopathogenic bacteria
CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS::AGRONOMIA::FITOSSANIDADE::FITOPATOLOGIA
Descripción
Sumario:Isolados brasileiros e estrangeiros de Xanthomonas campestris pv. campestris, bem como um isolado estrangeiro de X. campestris pv. armoraciae foram estudados quanto à sua variabilidade fenotípica e genotípica por meio de análises metabólicas (BiologTM), análise de ácidos graxos (FAME), eletroforese de campo pulsado (PFGE) e inoculação em série diferenciadora. Os resultados mostram que a identificação de uma mesma fitobactéria pode variar dependendo da técnica aplicada, pois 58% dos isolados estudados receberam identificação conflitante quando os resultados do Biolog e da análise de ácidos graxos foram comparados. No sistema Biolog, em cujo banco de dados não consta a presença de X. campestris pv. armoraciae, os isolados foram identificados como X. campestris pv. campestris (70%), X. campestris pv. raphani (19%), X. axonopodis pv. malvacearum (5,5%) e X. axonopodis pv. phaseoli (5,5%). Na análise de ácidos graxos, os isolados foram identificados como X. campestris pv. raphani (46%), X. campestris pv. campestris (30%), X. campestris pv. armoraciae (11%), X. campestris pv. zinniae (11%) e Stenotrophomonas maltophilia (2%). Para estas duas técnicas, os resultados tiveram, em geral, maior precisão quanto menor a especificidade do nível de classificação (gênero, espécie e patovar). Portanto, uma ou ambas as técnicas não devem ser utilizadas isoladamente e sim como ferramentas auxiliares para confirmação da identidade de uma fitobactéria e sempre associadas à inoculação em gama de hospedeiros, especialmente quando a identificação for ao nível de patovar. Uma subdivisão nos bancos de dados desses sistemas, por exemplo, para espécie hospedeira de onde o material foi isolado, poderia reduzir as chances de uma identificação equivocada. Como os patovares campestris, raphani e armoraciae são capazes de infectar brássicas, recomenda-se também que seja feito um estudo abrangente envolvendo plantas da família Brassicaceae e os patovares de X. campestris capazes de infectá-las, visando estabelecer uma classificação mais consistente. Quando submetidos ao sistema Biolog, todos os isolados utilizaram 14 fontes de carbono. A asparagina não foi utilizada por nenhum isolado e a sacarose não foi utilizada por alguns. Seis grupos foram formados por meio da análise de ácidos graxos. A variabilidade genética dos isolados foi observada na eletroforese de campo pulsado pela formação de 11 (enzima XbaI) e 12 (enzima SpeI) padrões diferentes de bandas nos géis, para isolados brasileiros, e sete padrões para isolados estrangeiros, independente da enzima de restrição utilizada. Foi possível fazer associação entre alguns grupos formados pela análise de ácidos graxos e perfis observados na eletroforese de campo pulsado. Nos experimentos em casa-devegetação, o grande número de plantas resultou em espaçamento insuficiente, o que, provavelmente, contribuiu para uma mistura de isolados, gerando inconsistência nos resultados. Mesmo assim, verificou-se que houve variação de virulência entre os isolados inoculados nas plantas da série diferenciadora e sintomas atípicos, como queima de folhas, foram observados. Estes podem, futuramente, servir de indício para a classificação de um novo patovar de X. campestris. Seria interessante o desenvolvimento de uma série diferenciadora somente com plantas de Brassica oleracea. Resposta semelhante à reação de hipersensibilidade vascular foi observada em alguns casos e deve ser melhor estudada visando a sua aplicação na epidemiologia da podridão negra e nos processos de melhoramento para resistência à X. campestris pv. campestris.