Estratégias de processamento de estruturas sintáticas ambíguas do português

Esta pesquisa tem o intuito de investigar o processamento psicolinguístico da ambiguidade temporária na compreensão da palavra “que”, num ambiente sintático em que a mesma pode ser analisada como um pronome relativo, introduzindo uma oração adjetiva restritiva, ou uma conjunção integrante iniciando...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Soares, Simone da Silva
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2014
País:Brasil
Institución:Universidade Federal Fluminense (UFF)
Repositorio:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:app.uff.br:1/10086
Acceso en línea:https://app.uff.br/riuff/handle/1/10086
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Psicolinguistica
Ambiguidade temporária
"Que"
Processamento Interativo
Psicolinguística
Conectivo
Língua portuguesa
Psycholinguistics
Temporary ambiguity
Interactive processing
Descripción
Sumario:Esta pesquisa tem o intuito de investigar o processamento psicolinguístico da ambiguidade temporária na compreensão da palavra “que”, num ambiente sintático em que a mesma pode ser analisada como um pronome relativo, introduzindo uma oração adjetiva restritiva, ou uma conjunção integrante iniciando uma oração subordinada substantiva objetiva direta. Partimos da hipótese de que o contexto discursivo prévio seria capaz de afetar as preferências de concatenação, influenciando o processamento on-line desse tipo de ambiguidade desde os estágios inicias, conforme pressuposto pela Teoria Referencial (CRAIN & STEEDMAN, 1985 e ALTMANN & STEEDMAN, 1988) e o Princípio de Dependência de Localidade (GIBSON, 2000). Dessa forma, nossas previsões foram fundamentadas na concepção de interatividade durante o processamento da ambiguidade. Através da aplicação de dois experimentos off-line, verificamos que as preferências de concatenação diante do “que” alteraram-se significativamente com a manipulação da plausibilidade para a interpretação relativa, que, do primeiro para o segundo experimento, foi intensificada através do estabelecimento prévio de um conjunto de entidades discursivas contrastivas, contexto favorável a uma posterior interpretação relativa. Tal modificação resultou no aumento significativo da preferência pela interpretação relativa. A investigação teve prosseguimento com a realização de um teste de leitura automonitorada, etapa on-line cujos resultados poderiam trazer evidências quanto à interatividade durante o processamento inicial. De acordo com os resultados, não se verificou preferência pela concatenação de um complemento verbal sentencial, contrariamente à previsão da Teoria de Garden Path de que o princípio de Aposição Mínima seria atuante nas estruturas investigadas (FRAZIER, 1979 e FRAZIER & RAYNER, 1982). Também se observou uma diferença significativa nos tempos de leitura das condições com completivas verbais cujos contextos eram congruentes com tal concatenação e daquelas cujos contextos induziam a aposição relativa. Apesar de esse resultado ser compatível com o Princípio de Suporte Referencial (ALTMANN & STEEDMAN, 1988) e a concepção de interatividade no processamento da ambiguidade, as condições com orações relativas (com contexto favorável e não favorável) não apresentaram diferenças nos seus tempos de processamento, contrariando o referido princípio