O que o pediatra olha em uma foto quando ele diz que o recém-nascido tem dor?

Objetivo: Verificar os pontos de fixação do olhar de pediatras durante o processo de decisão a respeito da presença ou não de dor em fotos de recém-nascidos. Método: Estudo experimental, envolvendo 38 pediatras (92% feminino, 34,6±9,0 anos, 22 neonatologistas) que avaliaram 20 fotos (2 fotos de cada...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Silva, Giselle Valerio Teixeira da [UNIFESP]
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNIFESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unifesp.br:11600/64563
Acesso em linha:https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=9986823
https://hdl.handle.net/11600/64563
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Infant newborn
Pain measurement
Fixation ocular
Facial expression
Perception
Photography
Pediatricians
Recém-nascido
Medição da dor
Fixação ocular
Expressão facial
Percepção
Pediatras
Fotografia
Descrição
Resumo:Objetivo: Verificar os pontos de fixação do olhar de pediatras durante o processo de decisão a respeito da presença ou não de dor em fotos de recém-nascidos. Método: Estudo experimental, envolvendo 38 pediatras (92% feminino, 34,6±9,0 anos, 22 neonatologistas) que avaliaram 20 fotos (2 fotos de cada recém-nascido: uma em repouso e outra durante procedimento doloroso), apresentadas em ordem aleatória para cada participante, por 7 segundos, cada foto. O equipamento Tobii TX300 rastreou os movimentos oculares em 4 áreas de interesse (boca, fenda palpebral, fronte e sulco nasolabial). Para cada foto, os pediatras avaliaram a intensidade da dor e conferiram um escore de 0 a 10 (0=sem dor; 10=dor máxima). Comparou-se, entre as áreas de interesse, o número de fotos em que os pediatras fixaram o olhar, o número de fixações do olhar e o tempo total e médio das fixações do olhar, por meio da análise de variância (ANOVA). As variáveis do rastreamento visual nas avaliações das fotos também foram comparadas por meio da ANOVA, de acordo com a percepção de dor: presente (escore 6 a 10), indefinida (3 a 5) e ausente (0 a 2). A associação entre o tempo total de fixação do olhar nas áreas de interesse e a percepção da dor foi avaliada pela regressão logística. Resultados: Pediatras fixaram o olhar em um maior número de fotos na boca do que no sulco nasolabial. O número de fixações do olhar foi maior na boca, fenda palpebral e fronte do que no sulco nasolabial e o tempo total de fixação do olhar na boca e na fronte maior do que no sulco nasolabial. Controlando-se para o tempo de fixação do olhar nas áreas de interesse, cada segundo a mais no tempo de fixação na boca (OR 1,26; IC95%: 1,08-1,46) e na fronte (OR 1,16; IC95%: 1,02-1,33) associou-se a um aumento na chance de percepção de dor presente na foto apresentada. Conclusões: Quando desafiados a dizer se a dor está ou não presente em fotos de faces de recém-nascidos, os pediatras fixam o olhar preferencialmente na boca. O tempo de fixação do olhar na boca e na fronte associam-se a aumento na percepção de dor presente.