A representação das identidades femininas em A Via Crucis do Corpo de Clarice Lispector

Esse trabalho tem como temática a análise da representação das identidades femininas das personagens dos contos que compõem a obra A Via Crucis do Corpo (1974) da escritora Clarice Lispector. Para tal investigação buscou-se dividir as personagens em dois blocos: mulheres do lar VS mulheres da rua. A...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: SANTOS, Joabe Nunes dos
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Repositorio:Repositório Institucional da UFPE
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufpe.br:123456789/34428
Acceso en línea:https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/34428
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Identidade cultural
Mulher
Literatura
Clarice Lispector
Descripción
Sumario:Esse trabalho tem como temática a análise da representação das identidades femininas das personagens dos contos que compõem a obra A Via Crucis do Corpo (1974) da escritora Clarice Lispector. Para tal investigação buscou-se dividir as personagens em dois blocos: mulheres do lar VS mulheres da rua. Assim, perfilando os atos enunciativos e narrados que podem evidenciar as identidades dessas personagens, utilizamos Hall (2014), Woodward (2014), Canton (2009), entre outros, que compreendem a identidade como algo não fixo e sim cambiante. Entendemos que o corpo físico é o local em que ocorrem essas mudanças de identidade, sendo o palco da via crucis literal e metafórica. Sendo assim, Clarice Lispector rompe com a estética tradicionalmente masculina e conservadora, e se utiliza da literatura para demarcar o território feminino enquanto lugar de poder, prazer, desejo, beleza e gozo. A mulher, nessa obra, torna-se protagonista do seu desejo e se desnuda diante das possibilidades, constrói sua identidade tendo o corpo e o desejo como elementos fundantes. Dessa maneira, a literatura cumpre o seu papel enquanto instrumento de libertação da alma, quebra de paradigmas e destruição de tabus e preconceitos, abrindo espaço as múltiplas identidades que o ser humano carrega dentro de si.