Ocupação urbana e cartografia dos afectos : pela emergência de uma cidade da diferença
Este trabalho de tese defende que as ocupações urbanas produzem uma cidade da diferença que se insurge em resposta ao modelo hegemônico e homogeneizador. No contexto brasileiro, marcado pela aliança entre as políticas do neoliberalismo financeiro e forças conservadoras reativas, que penetram na vida...
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/282346 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/10183/282346 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Ocupação urbana Cartografia Território Urban squatting Subjectivity City of difference Affect Urban territory Cartography |
| Sumario: | Este trabalho de tese defende que as ocupações urbanas produzem uma cidade da diferença que se insurge em resposta ao modelo hegemônico e homogeneizador. No contexto brasileiro, marcado pela aliança entre as políticas do neoliberalismo financeiro e forças conservadoras reativas, que penetram na vida urbana capturando e colonizando territórios, subjetividades e formas de se viver nas cidades, também emergem ações de contestação e ruptura. Nesse sentido, o fenômeno das ocupações urbanas no Brasil, além de configurar um modo singular de resistência e enfrentamento, indica uma forma de luta espacializada no e por meio do território urbano promovida por corpos transgressores, organizados em agrupamentos e coletivos. Corpos que, impulsionados pelo desejo comum de habitar, [re]existir e resistir, engendram forças contra-hegemônicas disruptivas instaurando processos singulares de territorialização sobre os territórios ociosos da cidade, reativando-os, através da apropriação, da autogestão e da coletividade. Por meio de uma cartografia urbana dos afectos, aponta-se que o fenômeno das ocupações urbanas não se relaciona unicamente à problemática urbana das grandes cidades brasileiras; nas pequenas e médias cidades as ocupações também se alastram, impulsionadas pela carência de políticas públicas habitacionais e pela articulação com movimentos sociais de luta pelo direito à terra e à moradia. Em Pelotas/RS, o encontro com a ocupação Kilombo Urbano Canto de Conexão e seus agentes, apresenta a experiência de um processo de territorialização que desafia a lógica da propriedade privada e dos abandonos sociais locais, fomentando a produção de modos de subjetivação libertários que se expandem da casa, de maneira rizomática, conectando e expandindo o território. Os aportes teóricos que apoiam a tese agenciam teorias do planejamento urbano e da filosofia da diferença, na direção de uma escrita e de uma análise que não pretendem verdades, mas propõe uma possibilidade de investigação dos processos urbanos a partir da correlação entre corpo, cidade, subjetividade, movimentos de resistência e afectos. |
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