Releituras da história franquista: uma análise dos romances Galíndez e autobiografía del General Franco, de Manuel Vázquez Montalbán
Neste livro, Adriana Aparecida de Figueiredo Fiuza investiga como se dá a releitura da história e a retomada da memória nos romances Galíndez e Autobiografía del general Franco, ambos publicados na década de 1990, de autoria do escritor catalão Manuel Vázquez Montalbán (1939-2003). Em sua análise a...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | libro |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2013 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/109310 |
| Acceso en línea: | http://www.culturaacademica.com.br/catalogo-detalhe.asp?ctl_id=415 http://hdl.handle.net/11449/109310 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Vazquez Montalban, Manuel, 1939-2003 Literatura - Historia e critica - Espanha Literatura espanhola Guerra civil Franquismo |
| Sumario: | Neste livro, Adriana Aparecida de Figueiredo Fiuza investiga como se dá a releitura da história e a retomada da memória nos romances Galíndez e Autobiografía del general Franco, ambos publicados na década de 1990, de autoria do escritor catalão Manuel Vázquez Montalbán (1939-2003). Em sua análise a autora enfatiza o estudo da metaficção e o papel de relevância dessas obras como modelo estético para outras narrativas que surgiriam posteriormente no campo da literatura espanhola, abordando os temas da memória, da ditadura e da Guerra Civil, que viabilizou a introdução do regime autoritário. Montalbán, jornalista de formação, é um intelectual diretamente ligado à memória da Guerra Civil por sua história particular, uma vez que seu pai foi preso político na ditadura franquista, e pela postura política que assume ao tornar-se escritor. Autor fecundo, circulou por diversos gêneros - como a crônica, a poesia, o romance, o ensaio e a crítica da teoria da comunicação. A autora observa que apesar das obras se reportarem a realidades sócio-históricas distintas, uma vez que a narrativa de Galindez transcorre na Espanha, nos Estados Unidos e na República Dominicana e Autobiografía del general Franco, apenas na Espanha, as duas obras enfocam a ditadura franquista. A autora demonstra a existência de uma relação dialógica entre os romances no que tange à questão da representação do poder e da violência e barbárie que caracterizam as ditaduras. Fiuza pontua ainda que, apesar de terem sido construídos com recursos estéticos típicos do romance histórico pós-moderno as narrativas não abandonam o caráter de reivindicação. A autora conclui que os romances podem ser considerados modelares para a literatura espanhola a partir dos anos 1990, obras que se preocupam em superar o passado traumático da Espanha, voltando-se para uma discussão acerca da recuperação da memória da história recente do país. No entanto, como a grande obra de arte, ultrapassa os limites de sua nacionalidade, indo em direção a um contexto universal. |
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