A trajetória da família Silva e as estratégias para driblar a pobreza.
A tese, aqui apresentada, leva por título “A trajetória da família Silva e as estratégias para driblar a pobreza”. O propósito da tese é analisar a pobreza como uma construção social. Para tanto, mediante o uso de diversas técnicas de coleta de dados e apoiados nas pistas analíticas da sociologia, a...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCG |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:dspace.sti.ufcg.edu.br:riufcg/39362 |
| Acceso en línea: | https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/39362 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Pobreza Pobre Modernidade Capitalismo Capitalismo dependente Desigualdade social Poverty Poor Modernity Capitalism Dependent capitalism Social inequality Ciências Sociais. |
| Sumario: | A tese, aqui apresentada, leva por título “A trajetória da família Silva e as estratégias para driblar a pobreza”. O propósito da tese é analisar a pobreza como uma construção social. Para tanto, mediante o uso de diversas técnicas de coleta de dados e apoiados nas pistas analíticas da sociologia, acompanhamos os registros do percurso de uma família, a família Silva. Uma família que, como tantas outras, abandonou a vida no campo, buscando melhores condições de vida no mundo urbano. A pergunta que norteia nossa pesquisa é a seguinte: quais as estratégias e recursos que uma família pode mobilizar para superar as limitações impostas pela pobreza? Com nosso estudo procuramos contribuir com os estudos da sociologia contemporânea em torno do fenômeno social da pobreza. Dentro dessa perspectiva, observamos que na sociedade contemporânea, os pobres são percebidos como remanescentes da dinâmica econômica capitalista e do processo de globalização, eles são estigmatizados e alvo de processos de exclusão social. Nossa análise parte da hipótese de que tal processo priva esses atores de direitos como acesso à escolaridade, à saúde pública, ao transporte e à moradia, dentre outros direitos sociais fundamentais. Para realizar nosso estudo acompanharemos a trajetória de uma família pobre que migrou do Sertão paraibano para viver na periferia de Campina Grande (PB). Mediante o uso da história de vida (Schütze, 2014; Rosenthal, 2014; 2017; Brandão, 2007; Bertaux, 2010; 2014), resgataremos as vivências de três gerações dessa família, começando na década de 1960; década na qual se constituiu o matrimônio do casal que deu origem ao núcleo amplo da família pesquisada. Os dados a serem analisados em nosso estudo resultam do registro das narrativas de avós, pais e netos. Os dados obtidos nessas narrativas serão cotejados com dados estatísticos sobre a pobreza no Brasil de órgãos como a Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Oxfam Brasil, Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal). O cruzamento de dados nos permitirá verificar se a experiência da referida família reflete as informações sobre a produção da pobreza. Acreditamos que o percurso seguido na pesquisa, no qual se cruzam categorias analíticas de teoria social e dados empíricos da vida coletiva, nos ajudou a identificar os obstáculos e potencialidades das famílias para enfrentar a pobreza no Brasil, concluindo que o enfrentamento da pobreza depende de ações do poder público para viabilizar aos pobres trabalho decente, acesso pleno a direitos sociais fundamentais, como educação, saúde, moradia e transporte público. |
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