Manuel Botelho de Oliveira: a estética barroca, o nativismo e o mito do Brasil

Esta dissertação tem por objetivo reconhecer os elementos que indicam a construção da imagem de “Paraíso terrestre”, concomitante ao sentimento de nativismo na poesia lírica de Manuel Botelho de Oliveira (1636-1711), especificamente em sua silva “À Ilha de Maré”. Será traçado o panorama histórico-li...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Furtado, Daniel de Assis [UNESP]
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/151372
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/151372
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Literatura barroca
Poesia brasileira
Nativismo
Ilhas encantadas
Paraíso terrestre
Baroque literature
Brazilian poetry
Nativism
Enchanted islands
Terrestrial paradise
Poesía brasileña
Islas encantadas
Paraíso terrenal
Descripción
Sumario:Esta dissertação tem por objetivo reconhecer os elementos que indicam a construção da imagem de “Paraíso terrestre”, concomitante ao sentimento de nativismo na poesia lírica de Manuel Botelho de Oliveira (1636-1711), especificamente em sua silva “À Ilha de Maré”. Será traçado o panorama histórico-literário em que a obra foi composta, tanto o europeu quanto o brasileiro, assim como revelados alguns dados biográficos do autor, destacando a importância do mesmo para a literatura brasileira então nascente. Em relação ao conteúdo da referida silva, será debatido o topos literário das “ilhas encantadas”, apresentando um cotejo com a maneira como este foi abordado por Camões e pelos frades Manuel de Santa Maria Itaparica e José de Santa Rita Durão, assim como apontamentos sobre a influência que todos esses poetas — Botelho de Oliveira inclusive — receberam de Virgílio e de Ovídio. Esperamos com este trabalho não apenas divulgar a obra dum poeta geralmente ofuscado por seus contemporâneos (Gregório de Matos Guerra e Pe. Antônio Vieira), mas também propor um olhar mais atento a um período histórico-literário cuja importância na formação da identidade brasileira é, por vezes, deixada de lado.