Geração de modelo microtecidual tridimensional derivado de hiPSCs para o estudo dos fenótipos cardiovasculares da Síndrome de Marfan

A Síndrome de Marfan (SMF) é uma doença autossômica dominante de manifestação pleiotrópica causada por alterações no gene FBN1, que codifica a proteína de matriz extracelular fibrilina-1, um importante componente estrutural das fibras elásticas do tecido conjuntivo, que por sua vez mantêm a integrid...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Butenas, Alexandre Berlowitz
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-06022025-154311
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41131/tde-06022025-154311/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Cardiac fibroblasts
Cardiac microtissues
Fibroblastos cardíacos
hiPSCs
Marfan Syndrome
Microtecidos cardíacos
Síndrome de Marfan
Descripción
Sumario:A Síndrome de Marfan (SMF) é uma doença autossômica dominante de manifestação pleiotrópica causada por alterações no gene FBN1, que codifica a proteína de matriz extracelular fibrilina-1, um importante componente estrutural das fibras elásticas do tecido conjuntivo, que por sua vez mantêm a integridade estrutural e funcional do tecido. As manifestações clínicas da SMF são comumente associadas aos sistemas ocular, esquelético e cardiovascular, com maiores taxas de mortalidade associadas a este último, principalmente devido à formação de aneurismas. A cardiomiopatia dilatada também ocorre como uma manifestação da SMF, e compromete a função cardíaca em indivíduos afetados. Nosso grupo derivou cardiomiócitos (CMs) de células-tronco pluripotentes induzidas humanas (hiPSCs) com mutações distintas em FBN1. No entanto, CMs não expressam FBN1, então se faz necessário um modelo in vitro cardíaco que possibilite o estudo dos efeitos das mutações de FBN1 neste órgão. Neste trabalho, geramos microtecidos cardíacos (MTs) tridimensionais compostos de CMs, fibroblastos cardíacos (CFs) e células endoteliais para estudar os diferentes mecanismos genéticos associados com a SMF e suas consequências fenotípicas no coração. Inicialmente, diferenciamos os CFs a partir de um protocolo padronizado em nosso laboratório, e confirmamos a identidade dos mesmos por citometria de fluxo. Análises de expressão do gene FBN1 indicaram diferenças entre as linhagens isogênicas tanto quanto ao perfil de expressão gênica, quanto à síntese e deposição da fibrilina-1 na matriz extracelular nos fibroblastos cultivados em monocamada. Geramos também os MTs a partir dos tipos celulares citados anteriormente, e observamos diferenças inicialmente relacionadas ao tamanho das estruturas obtidas e também à expressão de FBN1 nas diferentes linhagens, indicando que podem ser modelos promissores na modelagem dos efeitos das mutações de FBN1 no coração humano.