"Condutas explicativas/justificativas no discurso da criança em jogo de ficção com fantoches"

Autores neopiagetianos como, por exemplo, Stambak et al. (1990), Verba (1999), Gardner (1994), Flavell (1999), Astington (2003) não têm medido esforços para mostrar o percurso e a importância do jogo simbólico para o desenvolvimento integral da criança. Nesta linha de raciocínio, o presente trabalho...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Costa, Terezinha de Jesus
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2006
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-18072006-151214
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-18072006-151214/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:explanation
explicação
ficção
fiction
imagimation
imaginação
language
linguagem
Descripción
Sumario:Autores neopiagetianos como, por exemplo, Stambak et al. (1990), Verba (1999), Gardner (1994), Flavell (1999), Astington (2003) não têm medido esforços para mostrar o percurso e a importância do jogo simbólico para o desenvolvimento integral da criança. Nesta linha de raciocínio, o presente trabalho enfatiza o papel do jogo de ficção (Stambak et al. e Verba) nas produções discursivas infantis (Veneziano e Hudelot, 2002), reiterando a tese da força motriz do imaginário no e para o desenvolvimento da linguagem na criança. Considerando, portanto, que é pela manifestação de suas ações, sentimentos e emoções que o indivíduo atua sobre o outro, estamos admitindo que a linguagem assume um papel de destaque no processo de comunicação, pois garante diferentes operações intelectuais, e possibilita a criação de mundos e, conseqüentemente, de perspectivas. É ainda por meio da linguagem que o pensamento se organiza, que a criança se identifica como pessoa, argumenta, explica e/ou justifica, quando interage com o meio em que vive. Logo, seu estudo não pode estar desvinculado de suas condições de produção. Com este propósito, e no quadro de uma abordagem funcional e interacional, observamos as condutas explicativas e justificativas (CEJs), que aparecem durante o jogo de ficção com fantoches, onde os espectadores da animação são a própria criança, o boneco e o adulto, na construção do imaginário, na prática do “querer-fazer" e do “fazer-fazer". Assim, os resultados apontam para um número significativo de CEJs motivado pela linguagem e pelo prazer lúdico. O real e o imaginário aliam-se e criam um cenário onde a criança conquista, forma e domina novos territórios, promovendo o seu crescimento individual e coletivo.