Nível socioeconômico e as relações com funções executivas e linguagem em crianças no início da alfabetização

A ideia que o nível socioeconômico (NSE) exerce influência sobre o desenvolvimento cognitivo parece ser de conhecimento do senso comum. Entretanto, não é claro qual o impacto do NSE em diferentes domínios cognitivos e ainda, quais as variáveis deste construto são as mais significativas para o desenv...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Nikaedo, Carolina Cunha [UNIFESP]
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2015
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNIFESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unifesp.br:11600/47835
Acceso en línea:https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2688165
http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/47835
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Socioeconomic status
Children development
Language
Executive functions
Nível socioeconômico
Desenvolvimento infantil
Linguagem
Funções executivas
Descripción
Sumario:A ideia que o nível socioeconômico (NSE) exerce influência sobre o desenvolvimento cognitivo parece ser de conhecimento do senso comum. Entretanto, não é claro qual o impacto do NSE em diferentes domínios cognitivos e ainda, quais as variáveis deste construto são as mais significativas para o desenvolvimento infantil. No presente estudo é explorado o efeito do NSE familiar medido a partir de três variáveis: estimulação em casa, profissão e escolaridade dos cuidadores, em tarefas de linguagem e funções executivas em crianças de escolas públicas de São Paulo. Foi adotado um delineamento longitudinal com dois pontos de coleta divididos em Estudo 1 e Estudo 2. Inicialmente 114 crianças entre 6 e 8 anos foram avaliadas (Estudo 1), e destas, 46 reavaliadas um ano mais tarde para o Estudo 2. No Estudo 1 foram testados modelos de regressão para identificar os melhores preditores socioeconômicos para as funções cognitivas e no Estudo 2, os melhores preditores socioeconômicos para as medidas acadêmicas. A escolaridade foi um preditor significativo para as medidas de linguagem testadas, responsável por cerca de 14% da variância encontrada. No Estudo 2 nenhuma variável socioeconômica foi um preditor significativo para as medidas acadêmicas, entretanto 22,4% da variância encontrada no teste de leitura foi explicada pela linguagem. Hipóteses para os resultados dos modelos testados são discutidas, e também o efeito do tempo no Estudo 2 a partir de uma perspectiva desenvolvimental. São ainda apresentadas possíveis contribuições para futuros estudos e políticas públicas.