Sistema melatonérgico em células-tronco hematopoiéticas da medula óssea de camundongos em condições de higidez
A formação de elementos figurados do sangue e um processo dinâmico e diário regido por linhagens de células originadas de uma pequena porcentagem de células da medula óssea capazes de se autorrenovarem e diferenciarem de forma muito controlada. Estas células que se mantém quiescentes por longos perí...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-17102023-173731 |
| Acesso em linha: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41135/tde-17102023-173731/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | ASMT Bone marrow Células troncos Hematopoietic stem cells Medula óssea Melatonin Melatonina MT1 receptor MT2 receptor P-SNAT Progenitoras hematopoiéticas Receptores MT1 e MT2 SNAT |
| Resumo: | A formação de elementos figurados do sangue e um processo dinâmico e diário regido por linhagens de células originadas de uma pequena porcentagem de células da medula óssea capazes de se autorrenovarem e diferenciarem de forma muito controlada. Estas células que se mantém quiescentes por longos períodos (LT-HSC) dão origem a celulas tronco de curta duracao (ST-HSC) que se proliferam e diferenciam em celulas progenitoras mieloides (CPM) e linfoides (CPL). As celulas da medula óssea sintetizam melatonina durante o período de claro e de escuro e esta tem papel relevante no controle dos processos de quiescência e atividade das LT-HTC, bem como nos processos de proliferação e diferenciação das celulas progenitoras. Nesta tese foi avaliada a ritmicidade da produção de melatonina e das enzimas envolvidas na via biossintética bem como a relação desta com as enzimas de síntese e os receptores de melatonina. Foram usados camundongos C57Bl16J hígidos. Animais mantidos em ciclo 12/12 apresentaram um ritmo diária do conteúdo de melatonina no total de celulas da medula e no sobrenadante. Os ritmos das moléculas precursoras da via biossintética sugeriam que haveria uma variação diária das enzimas presentes. Esta hipótese foi confirmada, e também foi mostrado que a porcentagem de cada subtipo celular que expressou as enzimas P-SNAT e ASMT variou ao longo do dia, mas esta variação foi diferente para cada tipo celular, sugerindo uma regulação dependente da função. A mesma conclusão pode ser observada com os receptores MT1 e MT2. O principal resultado observado nesta tese foi que a entrada do claro, mas não a entrada do escuro sincroniza a produção de melatonina pela medula óssea. Na entrada no claro ocorre uma rápida mas significante redução da concentração de melatonina nas celulas da medula óssea que e seguida de um pico transiente de melatonina. Este perfil e também observado se a entrada do claro for atrasada em 4 horas. Por outro lado, o aumento da concentração de melatonina que ocorre na entrada do escuro, seguida de uma lenta redução, quando as luzes são apagadas às 18h00, mantém o curso de as luzes forem apagadas às 22h00. Portanto, não e o apagar das luzes que induz a resposta noturna. Considerando que a medula recebe informação direta do núcleo paraventricular, que recebe projeções do relógio central, os núcleos supraquiasmáticos e o ritmo destes e reajustado com a entrada do claro, mas não e alterada com a entrada do escuro. Esta tese sugere fortemente que o conteúdo de melatonina na medula óssea e orquestrado pelo sistema simpático de forma diferente do que ocorre na glândula pineal. |
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