Adaptação transcultural de instrumento para medida da adesão ao tratamento anti-hipertensivo e antidiabético
Em todo mundo há mudança no perfil epidemiológico da população no sentido de aumento da prevalência de doenças crônico-degenerativas. No Brasil, a hipertensão arterial (HTA) e diabetes mellitus (DM) estão entre os agravos cuja prevalência tem aumentado além de serem fatores de risco para doenças cer...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2010 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:arca.fiocruz.br:icict/2487 |
| Acesso em linha: | https://arca.fiocruz.br/handle/icict/2487 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Diabetes Hipertensão Adesão Adaptação Transcultural Diabetes Mellitus Arterial Hypertension Adherence Cross Cultural Adaptation Adesão à Medicação |
| Resumo: | Em todo mundo há mudança no perfil epidemiológico da população no sentido de aumento da prevalência de doenças crônico-degenerativas. No Brasil, a hipertensão arterial (HTA) e diabetes mellitus (DM) estão entre os agravos cuja prevalência tem aumentado além de serem fatores de risco para doenças cerebrovasculares e doenças cardíacas isquêmicas, que são as principais causas de mortalidade na população. Por serem tratamentos longos e que, em geral, uma vez instaurados, persistem por toda a vida do paciente, a adesão ao tratamento é imprescindível para que o indivíduo mantenha a qualidade de vida e evite ou adie as complicações da doença. Entretanto, a não adesão ao tratamento de doenças crônicas é um problema de saúde pública de extensão mundial, acarretando impactos negativos na saúde do indivíduo e problemas econômicos para o sistema de saúde, pois em muitos casos, a pouca adesão resultará em maiores custos com hospitalizações, que incluem o tratamento de complicações de longo prazo. Desta forma, na avaliação dos programas de saúde pública, é conveniente examinar a adesão ao tratamento que é oferecido pela rede assistencial. Por isso, um dos objetivos da pesquisa de avaliação do programa Remédio em Casa da Prefeitura do Rio de Janeiro era avaliar o nível de adesão ao tratamento de hipertensos e diabéticos. Para tanto, procurou-se utilizar um questionário que avaliasse a adesão sob a perspectiva da OMS, a qual considera limitado restringir a adesão ao grau de seguimento das instruções médicas e que defende o papel ativo do indivíduo no seu tratamento. Como o questionário cubano MBG desenvolvido e validado por Alfonso et al. (2008) atende essas considerações, decidiu-se traduzi-lo para o português através de um processo formal de adaptação transcultural com vistas a ser utilizado na pesquisa de avaliação do programa Remédio em Casa da Prefeitura do Rio de Janeiro. Este processo seguiu a proposta de operacionalização de Reichenheim e Moraes (2007), cujas etapas são baseadas na avaliação de algum tipo de equivalência. Assim, foram feitos pré-testes e um piloto com a versão traduzida do instrumento. Com os resultados do piloto, foram analisadas as características psicométrica de confiabilidade do instrumento, através da investigação da consistência interna e da estabilidade teste-reteste. Com alfa de Cronbach do instrumento superior a 0,70 (0,78 no teste e 0,79 no re-teste) e um coeficiente de correlação intraclasse para o total do instrumento de 0,81 (indicando concordância "quase perfeita"), é possível afirmar que bons níveis de confiabilidade foram obtidos e que o instrumento é capaz de medir de modo reprodutível a adesão ao tratamento. |
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