A fragmentação imagética do homem cosmopolita : diálogos sobre moda e subversão na rua Augusta - SP

Resumo: A imagem do homem cosmopolita vem, ao longo das décadas, sofrendo alterações estéticas que, ao serem reformuladas, mudam sua representatividade, expressão e interação com o meio urbano, reflexos de valores e comportamentos contemporâneos globalizados e midiatizados O presente trabalho busca...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: José, Márcio de Paula
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual de Londrina (UEL)
Repositorio:Repositório Institucional da UEL
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.uel.br:123456789/14519
Acceso en línea:https://repositorio.uel.br/handle/123456789/14519
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Moda masculina
São Paulo (SP)
Cosmopolitismo
Rua Augusta (São Paulo, SP)
Cosmopolitanism
Men's fashion
Descripción
Sumario:Resumo: A imagem do homem cosmopolita vem, ao longo das décadas, sofrendo alterações estéticas que, ao serem reformuladas, mudam sua representatividade, expressão e interação com o meio urbano, reflexos de valores e comportamentos contemporâneos globalizados e midiatizados O presente trabalho busca compreender essa vestimenta e a imagem reconfigurada do homem cosmopolita, sendo aprofundadas no conhecimento do campo de pesquisa, que neste caso é a rua Augusta, em São Paulo-SP É possível compreender através da antropologia visual e da comunicação urbana as características desse ambiente que propicia novas expressões A cidade cosmopolita configura-se em conceitos como policulturalidade, politeísmo, sincretismo, poliglotismo, polissemia, polifonia, policromia, polimorfismo, hibridismo e pluralidade A pós-modernidade é expressa e materializada nesses espaços urbanos através de sua mutabilidade É nesse ambiente frívolo e regido pela volatilidade que a liquidez do tempo dissolve todas as referências estéticas e conceituais, firmando imagens e imaginários híbridos nos quais as expressões artísticas e de vestuário acompanham o modus vivendi dessa sociedade Entra em cena a desconstrução do estereótipo moderno e apolíneo, que dá lugar à estética dionisíaca masculina – conflituosa, matizada, irreverente, vaidosa e plural Esse espaço comporta a diversidade e a multiplicidade de referências, a pluralidade de arquétipos A etnografia foi necessária para confirmar esses conceitos e pressupostos, além de presenciar sua existência no corpo social Foi identificado um público masculino entre 21 e 29 anos, profissionais de moda, estética, música e artes, adeptos da vida urbana de São Paulo, pertencentes à classe média, que transitam, trabalham ou moram na rua Augusta, em São Paulo-SP Em sua maneira de vestir, foram identificados alguns conceitos como: a liberdade do traje e de expressão na megalópole; diálogos e (re)produções estéticas midiáticas; a simbiose e o hibridismo de estilos e de gêneros de vestuário; a pluralidade e a matização de estilos; a customização das peças de vestuário que conferem identidade e unicidade no vestir Esses conceitos todos são resultado da permissividade que a Augusta e que o cosmopolitismo proporcionam aos seus habitantes