Mulheres migrantes e refugiadas na cidade de Porto Alegre : quem tem direito à cidade?

A proposta do estudo é pensar a situação da mulher migrante/refugiada que se desloca do seu local habitual de residência para ingressar em Porto Alegre, de forma voluntária ou não e seu pertencimento à cidade, tendo em vista que o fenômeno da migração, enquanto mobilidade espacial da população integ...

Full description

Bibliographic Details
Author: Perez, Maria Cristina Santos
Format: master thesis
Status:Published version
Publication Date:2025
Country:Brasil
Institution:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repository:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/292812
Online Access:http://hdl.handle.net/10183/292812
Access Level:Open access
Keyword:Migrantes
Refugiados
Mulheres
Interseccionalidade
Direito à cidade
Migrants
Refugees
Right to the city
Intersectionality
Description
Summary:A proposta do estudo é pensar a situação da mulher migrante/refugiada que se desloca do seu local habitual de residência para ingressar em Porto Alegre, de forma voluntária ou não e seu pertencimento à cidade, tendo em vista que o fenômeno da migração, enquanto mobilidade espacial da população integra os processos de formação dos Estados-nação desde suas origens. A pesquisa levantou como pergunta a seguinte questão: Qual o lugar que o trabalho ocupa para que as mulheres migrantes e refugiadas adquiram direito à cidade de Porto Alegre? A partir da pergunta, buscou se: a) descrever à migração feminina na cidade de Porto Alegre a partir de sua espacialização por meio da análise de sua localização e da formação de redes entre as migrantes e refugiadas; b) analisar o acesso ao trabalho dessas mulheres, identificando se sua inserção no mercado de trabalho é formal ou informal, para verificar qual o lugar que este ocupa em suas vidas; c) verificar se as mulheres pesquisadas exercem seu direito à cidade e quais as barreiras enfrentadas. O objetivo geral da pesquisa é descrever o pertencimento e o direito à cidade experienciado pelas mulheres migrantes e refugiadas em sua relação com a cidade de Porto Alegre. Por sua vez, os objetivos específicos almejaram: analisar o lugar que o trabalho ocupa na vida das mulheres migrantes/refugiadas na cidade de Porto Alegre; Descrever se as mulheres migrantes e refugiadas têm acesso a infraestrutura urbana e exercem o direito à cidade, tais como: moradia, educação, saúde, alimentação, trabalho, lazer e proteção à maternidade e à infância. A dissertação tem uma abordagem qualitativa pela necessidade de compreender em profundidade as experiências das migrantes e refugiadas na cidade, cujo propósito e alcance é de natureza descritiva-explicativa. Para a realização da discussão e da análise tornou-se essencial partir de uma pesquisa bibliográfica, seguida de coleta de dados e planificação, além de observação participante e entrevista semiestruturadas com os atores sociais. Para tanto, utilizou se o debate teórico sobre o direito à cidade, seguido de um debate das minorias sociais, no qual a interseccionalidade é utilizada como ferramenta analítica para análise dos marcadores sociais, aprofundando-se o debate na questão de gênero e do mundo do trabalho feminino. A dissertação está estruturada em 5 capítulos. Apresenta como achados a descrição de barreiras ao pertencimento e que para além da importância do trabalho na vida das mulheres migrantes e refugiadas importa a moradia, para verdadeiramente experienciar o direito à cidade.