Avaliação do tempo de preparo ortodôntico em indivíduos com fissuras orais não sindrômicas submetidos a cirurgia ortognática

Indivíduos com fissura não sindrômica, apresentam um padrão facial esquelético predominantemente classe III com hipodesenvolvimento maxilar. Muitas vezes este padrão não é passível de ser tratado através do tratamento ortodôntico convencional e precisa de uma intervenção cirúrgica. A cirurgia ortogn...

Full description

Bibliographic Details
Author: Medrano Gutierrez, Arturo
Format: master thesis
Status:Published version
Publication Date:2019
Country:Brasil
Institution:Universidade de São Paulo (USP)
Repository:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-20032020-140637
Online Access:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/61/61132/tde-20032020-140637/
Access Level:Open access
Keyword:Cirurgia ortognática
Cleft lip
Cleft palate
Fenda labial
Fissura palatina
Orthodontics
Orthognathic surgery
Ortodontia
Description
Summary:Indivíduos com fissura não sindrômica, apresentam um padrão facial esquelético predominantemente classe III com hipodesenvolvimento maxilar. Muitas vezes este padrão não é passível de ser tratado através do tratamento ortodôntico convencional e precisa de uma intervenção cirúrgica. A cirurgia ortognática tem se mostrado como recurso frequente nestes casos. Avaliar o tempo de tratamento ortodôntico-cirúrgico é um fator fundamental, para informar e orientar o paciente corretamente quanto a duração do seu tratamento e consequentemente obter um acordo e consentimento para se aderir ao tratamento, como também para as instituições de assistência médica que pagam por este tipo de tratamentos. O objetivo deste estudo foi avaliar o tempo de tratamento ortodôntico prévio a cirurgia ortognática avaliando 485 prontuários de pacientes submetidos a cirurgia ortognática. O resultado mais expressivo foi o tempo de preparo ortodôntico de 8,2 anos com idade média para realização da cirurgia ortognática de 25,7 anos e definição de conduta de 15,7 anos. Com relação aos fatores que podem influenciar estes resultados a idade superior a 30 anos, acometimento do rebordo e presença e ausência do enxerto ósseo alveolar não influenciaram na diminuição do tempo de preparo. No entanto pacientes de outros estados apresentaram tempo de preparo menor que os pacientes tratados exclusivamente no hospital. Desta forma os resultados sugerem que existe um tempo superior ao da literatura no preparo ortodôntico para a cirurgia ortognática e um atraso na realização da cirurgia de enxerto ósseo alveolar bem como na definição de conduta o que poderia contribuir para o aumento do tempo total do preparo ortodôntico.