Engels, Marx: um itinerário rumo ao comunismo
Dado um pressuposto de ordem política concernente às possiblidades de transformação da sociedade rumo ao que tradicionalmente é chamado de a emancipação de seus componentes, recupero nesta tese um itinerário bastante conhecido, que, ao tomar por fio condutor o conceito de proletariado, na medida em...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-05062025-130358 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-05062025-130358/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | communism comunismo Friedrich Engels Karl Marx prática revolucionária proletariado proletariat revolutionary praxis |
| Sumario: | Dado um pressuposto de ordem política concernente às possiblidades de transformação da sociedade rumo ao que tradicionalmente é chamado de a emancipação de seus componentes, recupero nesta tese um itinerário bastante conhecido, que, ao tomar por fio condutor o conceito de proletariado, na medida em que ele procura determinar o sujeito responsável pela transfor-mação que se tem em vista, parte das primeira obras teóricas de Engels e de Marx, em 1842, e segue até a formulação de sua nova visão da história, exposta de início nos manuscritos que integram A ideologia alemã, em 1845-1846. Ao fazê-lo, busco defender que esse itinerário deve ser interpretado a partir de uma escolha existencial pela revolução realizada por esses filóso-fos, assim como pelas conjunturas políticas a ela interpostas, mais que por disputas travadas no âmbito da mera teoria. Assim, sigo um plano expositivo marcado pelos ajustes de rota tomados por Marx e Engels durante esse período. Em primeiro lugar, o rompimento de Marx em relação ao liberalismo renano e sua conseguinte trama do conceito de proletariado como base material da emancipação alemã, em reposta ao fracasso da estratégia filosófico-política de educação das sociedades germânicas mediante a atividade da imprensa livre organizada em sistema. Em se-gundo, o rompimento de Marx para com Ruge e o abandono da concepção do proletariado como massa passiva a ser liderada pelos intelectuais, em prol de outra, na qual este, consciente de si, é capaz de conduzir as próprias lutas por libertação, em resposta às lutas do proletariado orga-nizado nos países ditos avançados da Europa. Em terceiro, a concepção de proletariado urdida por Engels, a partir tanto de suas investigações empíricas sobre as classes operárias na Inglaterra quanto da bagagem conceitual hessiana que ele trazia da Alemanha, que o estimulam a propor, em resposta aos levantes ditos cartistas em território britânico, uma aliança entre o princípio teórico democrático/socialista e o movimento prático dos trabalhadores para a emancipação da Inglaterra, em termos não muito distantes daqueles expostos por Marx no mesmo período. Por fim, o abandono de ambos de sua consciência filosófica anterior rumo à criação de uma nova ontologia, em resposta à intervenção de Stirner em O único e sua propriedade. Então, concluo que, a despeito de os ajustes no itinerário filosófico-político de Marx e Engels ser determinado por questões de ordem prática, é apenas com a criação dessa nova ontologia que eles se tornam capazes de responder aos problemas políticos a que se dedicam |
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