Almanaque Lunário Perpétuo: circulação informacional-documentária e permanência na cultura popular no Brasil
O Lunário Perpétuo é um almanaque produzido no final do século XVI pelo espanhol Jerónimo Cortés. Amplamente reeditado, circulou pela Espanha, Portugal e Brasil, onde se popularizou no Nordeste, influenciando estudiosos, folcloristas, artistas e a cultura popular durante séculos. Insere-se na tradiç...
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) |
| Repositorio: | Repositório Institucional do IBICT - RIDI |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:ridi.ibict.br:123456789/1421 |
| Acceso en línea: | http://ridi.ibict.br/handle/123456789/1421 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::CIENCIA DA INFORMACAO Almanaque Documento Dispositivo infocomunicacional Cultura popular Leitura popular Lunário Perpétuo Almanac Document Infocommunicational device Popular culture Popular reading |
| Sumario: | O Lunário Perpétuo é um almanaque produzido no final do século XVI pelo espanhol Jerónimo Cortés. Amplamente reeditado, circulou pela Espanha, Portugal e Brasil, onde se popularizou no Nordeste, influenciando estudiosos, folcloristas, artistas e a cultura popular durante séculos. Insere-se na tradição dos almanaques populares, reunindo saberes e discursos diversos. Serviu como enciclopédia popular de consulta constante e atemporal, bem como manual sobre questões práticas e existenciais para leitores de contextos sociais, culturais e históricos variados. A pesquisa tem por objetivo compreender a circulação informacional, cultural, pedagógica, material e simbólica do Lunário Perpétuo enquanto documento, objeto cultural e dispositivo infocomunicacional, bem como os modos como ele permanece na cultura popular brasileira. Metodologicamente, iniciou-se com uma pesquisa bibliográfica e documental que identificou 176 edições publicadas entre 1594 e 2023. Em seguida, estabeleceu-se um corpus documental de quatro edições portuguesas, publicadas em 1757, 1897, 1910 e 2004, a fim de realizar uma leitura analítica com base no método de análise temática. As categorias empregadas foram: a) estrutura e variação entre as edições; b) principais conteúdos abordados; e c) atores atuantes na sua produção, circulação e leitura. Mediante uma pesquisa bibliográfica e documental, a análise foi expandida para aprofundar-se na circulação, leituras, releituras e apropriações do Lunário em manifestações artísticas e culturais brasileiras. Os resultados evidenciam uma variedade de assuntos de porte informacional e pedagógico, além de discursos e de atores da ciência, da medicina, da religião, da astrologia, das artes e dos saberes populares. Seus principais conteúdos estão relacionados ao tempo, astronomia, astrologia, meteorologia, agricultura, saúde, lar, religião e o lúdico. Embora haja ampla variação estrutural e temática entre as edições, observa-se uma estrutura recorrente que confere identidade à obra. Por meio das marcas de leitura nos exemplares analisados, bem como de suas releituras na literatura, música e carnaval, identificaram-se leitores da cultura erudita e da cultura popular que se apropriaram do Lunário replicando-o ao longo do tempo, além de editores, tradutores, censores e autores que modificaram a obra em suas diversas edições. Conclui-se que o Lunário Perpétuo sustentou sua permanência por séculos através de suas reedições, atualizações e, sobretudo, por suas leituras, releituras e apropriações no campo artístico e cultural, tratando-se de um documento que segue vivo na cultura e na memória coletiva brasileira. |
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