Unir fé e vida: formação política à luz do evangelho para a juventude do meio popular (1980 – 1990)
No final dos anos 1970, em meio ao processo de abertura política, movimentos de caráter popular, e contrários ao regime ditatorial, começaram a se rearticular e pensar novas formas de contestação do autoritarismo imposto com o golpe civil militar de 1964 e de luta por direitos sociais. Dentre essas...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal do Ceará (UFC) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da Universidade Federal do Ceará (UFC) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufc.br:riufc/77643 |
| Acesso em linha: | http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/77643 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA Pastoral da Juventude do Meio Popular Fé e vida Formação política Igreja Católica Pastorale Populaire de la Jeunesse Foi et vie Formation politique Église catholique |
| Resumo: | No final dos anos 1970, em meio ao processo de abertura política, movimentos de caráter popular, e contrários ao regime ditatorial, começaram a se rearticular e pensar novas formas de contestação do autoritarismo imposto com o golpe civil militar de 1964 e de luta por direitos sociais. Dentre essas movimentações, muitos jovens remanescentes das juventudes católicas da Ação Católica Brasileira, braço leigo da Igreja Católica, instituído no Brasil em 1935 e extinto pouco tempo depois do golpe, vão se reorganizar e, assim como outros movimentos sociais do período, vão refletir e desenvolver novos modos e estratégias de luta e resistência à ditadura e ao sistema capitalista. Em 1978, nasce a Pastoral de Juventude do Meio Popular (PJMP), tendo como referência a “opção preferencial pelos pobres”. Oriunda dos debates do Concílio do Vaticano II (1962-1965), das experiências das Comunidades Eclesiais de Base, das reflexões feitas pela Teologia da Libertação e, principalmente, das próprias juventudes da ACB, a PJMP se identifica como uma pastoral jovem e popular. Pertencente às classes exploradas e promotora de uma práxis libertadora, a PJMP, propõe a construção de uma nova sociedade brasileira, partindo da união entre fé e vida. Este trabalho tem como objetivo compreender como estes jovens buscaram pensar sobre sua condição de ser e estar no mundo. Compreender como, a partir dessa identificação coletiva, como sujeitos empobrecidos, tais jovens procuraram desenvolver uma formação integral, que tivesse como diretriz uma nova perspectiva de resistência e luta para os movimentos de jovens, dentro de um corte de classe social, ligados à Igreja Católica brasileira. Utilizamos como fontes os documentos apostólicos e resoluções conciliares da Igreja Católica e subsídios produzidos pela própria PJMP como cartilhas e livretos, atas de reuniões e assembleias, gravações audiovisuais de eventos e programas, além de relatos orais. Também analisamos relatórios do Serviço Nacional de Informação (SNI) que traziam informações sobre a atuação da pastoral em conjunto com os movimentos contrários ao regime ditatorial. Pensar sobre a trajetória de form(ação) da juventude da PJMP nos possibilita compreender os desafios, sonhos e realizações de uma juventude comprometida com seu fazer-se político e evangelizador. |
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