As figurações das práticas de leitura em Ilusões Perdidas

O presente trabalho tem por objetivo analisar as figurações das práticas de leitura na obra Ilusões Perdidas, de Honoré de Balzac. A fim de contextualizar como essas práticas ocorriam, historicamente, contamos com pesquisadores e historiadores como Márcia Abreu, Roger Chartier e Robert Darnton. Com...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Scavinski, Yane
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UEPG
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:tede2.uepg.br:prefix/3112
Acceso en línea:http://tede2.uepg.br/jspui/handle/prefix/3112
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES
Honoré de Balzac
práticas de leitura
A Comédia humana
Ilusões Perdidas
The Human Comedy
Lost Illusions.
Descripción
Sumario:O presente trabalho tem por objetivo analisar as figurações das práticas de leitura na obra Ilusões Perdidas, de Honoré de Balzac. A fim de contextualizar como essas práticas ocorriam, historicamente, contamos com pesquisadores e historiadores como Márcia Abreu, Roger Chartier e Robert Darnton. Com a intenção de compreendermos da melhor forma o universo literário de Balzac, bem como seus aspectos biográficos, nos pautamos nos trabalhos de Paulo Rónai e a fim de abordar a caracterização dos romances oitocentistas nos baseamos nos estudos de Ian Watt. Para melhor compreender o projeto literário de Balzac, analisamos seu Avant-propos à la Comédie Humaine. Esta pesquisa pretende contribuir para a ampliação da percepção de como as práticas de leitura eram abordadas pelo escritor francês e figuradas em sua obra com o auxílio contextual da história da leitura. Analisamos como era a construção de seus personagens leitores; o que eles costumavam ler, seja romances, jornais ou poesias; discorremos sobre os ambientes onde as leituras se desenvolviam, como os grandes salões, ao ar livre, em gabinetes literários; tencionamos elucidar de que maneira as leituras eram realizadas, de modo íntimo ou social, em voz alta ou silenciosa; propomos um estudo das motivações da leitura, se elas são figuradas com a funcionalidade da informação, entretenimento ou mera distração; objetivamos analisar quando elas são realizadas, em festas, pela noite, durante um trabalho, entre outros. Por fim, constata-se que em Ilusões Perdidas as práticas de leitura são a base de todo o enredo e das tensões da narrativa.