Avaliação da associação entre microbioma fecal e eficiência alimentar em bovinos da raça Angus

A eficiência alimentar (EA) é uma característica de grande importância para a sustentabilidade do sistema de produção animal. Animais eficientes apresentam melhor aproveitamento de alimentos e redução considerável na emissão de gases poluentes, diminuindo o impacto ambiental da pecuária. Contudo, a...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Marcilli, Gabriela Marques
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-04122019-120843
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/74/74135/tde-04122019-120843/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Arquéia
Bacteria
Bactéria
Beef cattle
Consumo alimentar residual
Gado de corte
Metagenômica
Metagenomics
Metanogênica
Methanogenics
Residual feed intake
Descripción
Sumario:A eficiência alimentar (EA) é uma característica de grande importância para a sustentabilidade do sistema de produção animal. Animais eficientes apresentam melhor aproveitamento de alimentos e redução considerável na emissão de gases poluentes, diminuindo o impacto ambiental da pecuária. Contudo, a EA é uma característica de difícil mensuração. Com a crescente evidência de que hospedeiros e seus microbiomas interagem em associações complexas, o objetivo dessa pesquisa foi avaliar a associação entre o microbioma fecal e a eficiência alimentar em bovinos da raça Angus (Bos taurus). Foram utilizadas amostras de fezes de 64 animais mensurados quanto à ingestão de matéria seca (IMS), conversão alimentar (CA), consumo alimentar residual (CAR), ganho de peso diário (GMD) e características de carcaça. As amostras tiveram DNA total extraído e foram identificados os perfis de bactérias e arquéias presentes e suas possíveis relações com a EA a partir do sequenciamento de regiões específicas do gene 16s. Além disso, foram selecionados animais de alta eficiência alimentar (AEA, n=15) e baixa eficiência alimentar (BEA, n=15), pela medida de CAR, que tiveram os dados de microbioma comparados entre os dois grupos. Foi observado que os grupos de AEA e BEA apresentaram desempenho igual quanto ao ganho de peso, características de carcaça. Por outro lado, os animais de BEA tiveram maior consumo de alimentos e também apresentaram maior presença de micro-organismos metanogênicos. Com base em estudos anteriores e nos resultados encontrados neste estudo criou-se a hipótese de que animais divergentes para eficiência alimentar podem apresentar diferenças no microbioma fecal que podem ser utilizadas como uma forma de se identificar animais superiores para essa característica nos levando a uma melhor compreensão dos mecanismos envolvidos na EA.