Para que serve a Polícia Militar Brasileira? Uma macrossociologia estatística da (anti)segurança pública e da letalidade policial no Amapá

O presente artigo objetiva tecer um diagnóstico sobre o cenário macrossociológico-estatístico da segurança pública e da letalidade policial no Amapá, em uma perspectiva comparada e cruzada com outros indicadores e variáveis da segurança pública estadual e nacional, quais sejam, as categorias estatís...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: dos Santos, Vinícius Barriga
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Paraná (UFPR)
Repositorio:Revista Sociologias Plurais
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.pkp.sfu.ca:article/92006
Acceso en línea:https://revistas.ufpr.br/sclplr/article/view/92006
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Letalidade Policial
Segurança Pública
Violência
Antropologia do Policiamento
Descripción
Sumario:O presente artigo objetiva tecer um diagnóstico sobre o cenário macrossociológico-estatístico da segurança pública e da letalidade policial no Amapá, em uma perspectiva comparada e cruzada com outros indicadores e variáveis da segurança pública estadual e nacional, quais sejam, as categorias estatísticas concernentes a Vitimização Policial (número de policiais mortos em serviço ou fora) e as Mortes Violentas Intencionais (Homicídio, Latrocínio e Lesão Corporal seguida de Morte). O material analisado concerne as estatísticas do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, promovidas pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). A análise se deu de forma regressiva abarcando os relatórios dos anos de 2022 até 2013. Os resultados desvelam que o modelo de segurança pública do Estado do Amapá produz a polícia mais letal do país, retroalimenta a própria criminalidade via processos cismogênicos, viola sistematicamente direitos civis da população, onera o orçamento público com um baixo retorno social e, sobretudo, reproduz o cenário insegurança generalizada.