Bandeirismo paulista: o avanço na colonização e exploração do interior do Brasil (Taubaté, 1645 a 1720)

Até poucas décadas atrás reinava a idéia de que o bandeirismo paulista tinha sido o resultado natural de uma raça de gigantes que foi obrigada, devido ao suposto abandono da metrópole, a adentrar o sertão para buscar o remédio para sua pobreza. Essa definição colocava tal fenômeno histórico num pata...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Lima, Leandro Santos de
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2011
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-18112011-133826
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-18112011-133826/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Bandeirismo
Colônia
Colony
Sociedade
Society
Taubaté
Descripción
Sumario:Até poucas décadas atrás reinava a idéia de que o bandeirismo paulista tinha sido o resultado natural de uma raça de gigantes que foi obrigada, devido ao suposto abandono da metrópole, a adentrar o sertão para buscar o remédio para sua pobreza. Essa definição colocava tal fenômeno histórico num patamar de influências exclusivamente locais, considerando-o atípico e isolado de qualquer relação com a empresa colonial portuguesa. Porém, a historiografia atual, ao revisitar esse tema, vem propondo novos caminhos analíticos diferentes daqueles que até então vigoravam. Seguindo a atual tendência, a presente pesquisa teve por objetivo analisar pontualmente o bandeirismo taubateano, entre os anos de 1645 e 1720, como um fenômeno histórico, fruto de um processo econômico, social e político, tanto de caráter local, como também, colonial. Verificou-se que a segunda metade do século XVII assistiu a uma reorientação nas incursões sertanistas, tanto de caça ao índio como de pesquisa mineral. Essas atividades, se por um lado eram financiadas pelo capital privado, que podia, ou não, ser do próprio grupo social bandeirante, por outro lado recebiam o incentivo oficial vindo da metrópole por meio da correspondência entre os agentes oficiais da administração portuguesa. O bandeirante, visando a dominação do poder local, desejava não só enriquecer, mas também enobrecer; já a coroa desejava a injeção de novas riquezas e, para isso, precisava do colono para aprofundar a exploração de suas terras na América, daí incentivar tais incursões com a promessa de honras, mercês e títulos. No jogo de interesses, a relação era simbiótica, ou seja, era uma empresa em conjunto. Enfim, tanto o grupo bandeirante local quanto a monarquia lusitana desejavam a mesma coisa: a manutenção do poder.