Juventudes negras de Bangu: Um lugar de narrativas e memórias

Ao apresentar a realidade das juventudes negras no município do Rio de Janeiro, bairro Bangu devemos refletir como a discriminação, desigualdades e falta de acesso às oportunidades, seja no âmbito escolar ou no profissional e o não reconhecimento dos direitos à cidadania engendram e fomentam uma sub...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Silva, Vanessa Ladeira da Costa
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
Repositorio:Repositório Institucional da UFRRJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/23260
Acceso en línea:https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/23260
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Sociologia
juventudes negras
Bangu
narrativas
memórias
aquilombamento
black youths
narratives
memories
Descripción
Sumario:Ao apresentar a realidade das juventudes negras no município do Rio de Janeiro, bairro Bangu devemos refletir como a discriminação, desigualdades e falta de acesso às oportunidades, seja no âmbito escolar ou no profissional e o não reconhecimento dos direitos à cidadania engendram e fomentam uma subalternização social. A pesquisa tem por objetivo conceituar as juventudes, a partir da perspectiva de jovens negras/os e estudantes do Ensino Médio, diante da violência juvenil que percorre cotidianamente essa localidade. Com isso, visamos olhar para esse lugar por meio das vivências desses grupos negros juvenis e não somente pelos índices de mortalidade. A/O jovem negra/o de Bangu passa a obter o papel principal na construção política e identitária do bairro. O estudo apresenta 13 jovens estudantes do Ensino Médio. O critério metodológico para a seleção dessas(es) discentes foram suas autodeclarações raciais e o desejo de participar da pesquisa, apresentada para todas as turmas da Instituição escolar. A metodologia qualitativa teve como instrumento o desenvolvimento da escuta sensível (Barbier, 2002), baseada nas narrativas das entrevistas, rodas de conversa fundamentadas na compreensão compartilhada sobre o racismo e a violência. O filme M8: Quando a morte socorre a vida (direção: de Jeferson De, 2020) foi mote para este debate. Nos encontros subsequentes, as(os) produziram material educomunicativo compartilhado no Instagram no âmbito do cotidiano escolar, bem como, no território Banguense. Resultados: a pesquisa evidenciou o interesse das(os) jovens sobre os temas racismo/violência; oportunizou a criação de conteúdo reflexivo na linguagem das(os) jovens; propiciou a manifestação de afetos e aquilombamento; foi bem acolhida pela gestão escolar, que possibilitou a realização do estudo em atividade extra-turno e manifestou verbalmente a necessidade Institucional de abordar temas de enfrentamento do racismo na escola.