Kant e Putnam: rumo à construção de um realismo crítico

O objetivo deste artigo é mostrar que, para além das notórias semelhanças na orientação gnoseológica básica, as principais teses e métodos críticos de Hilary Putnam em sua argumentação contra o “realismo metafísico” têm uma grande influência e analogia com as teses e estratégias argumentativas kanti...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Navia, Ricardo
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2015
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Repositorio:Kant e-prints (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.periodicos.sbu.unicamp.br:article/8672506
Acceso en línea:https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/kant/article/view/8672506
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:realismo interno
idealismo transcendental
realismo metafísico
Descripción
Sumario:O objetivo deste artigo é mostrar que, para além das notórias semelhanças na orientação gnoseológica básica, as principais teses e métodos críticos de Hilary Putnam em sua argumentação contra o “realismo metafísico” têm uma grande influência e analogia com as teses e estratégias argumentativas kantianas. Para começar, há uma analogia no caráter bifrontal da discussão que Putnam leva adiante contra o realismo metafísico e contra o relativismo cultural; com a dupla polêmica que o Idealismo Transcendental de Kant desenvolveu, por um lado, contra o realismo indireto de Descartes e Locke e, por outro, contra o idealismo subjetivo de Berkeley. Em segundo lugar, Putnam sustentará que o realismo metafísico e o relativismo cultural se irmanam porque, ao desconhecerem as condições reais de construção e validação do conhecimento, pretenderão um falso apoio objetivo que, ao fracassar enquanto tal, remonta a ambas posições a adesão a explicações metafísicas infundadas. Analogamente, Kant resumirá seu duplo enfrentamento em um diagnóstico comum para seus dois contendores: falta de reconhecimento das condições epistêmicas do conhecimento. Por um lado, mostra as consequências céticas da análise de Hume e, por outro, procura mostrar as consequências idealistas que derivam da teoria newtoniana do espaço e do tempo. Como consequência disso, depois de analisar outras inovações gnoseológicas de Kant, proponho que, ao final deste artigo, estejamos em condições de derivar algumas observações metafilosóficas sobre certas modalidades gerais na evolução do pensamento filosófico.