Os fundamentos da óptica geométrica de Johannes Kepler

Este texto apresenta a teoria kepleriana do processo de visão, exposta no quinto livro dos Paralipomena, publicado no ano de 1604. Destacam-se os seguintes aspectos: (1) o mapeamento do olho humano feito por Kepler, que teve como fundamento os trabalhos anatômicos de Felix Plater; (2) a analogia ent...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Tossato, Claudemir Roque
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2007
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Scientiae Studia (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/11096
Acesso em linha:https://revistas.usp.br/ss/article/view/11096
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Optic
Kepler
Anatomy
Physiology
Plater
Alhazen
Retina
Crystalline
Óptica
Anatomia
Fisiologia
Cristalino
Descrição
Resumo:Este texto apresenta a teoria kepleriana do processo de visão, exposta no quinto livro dos Paralipomena, publicado no ano de 1604. Destacam-se os seguintes aspectos: (1) o mapeamento do olho humano feito por Kepler, que teve como fundamento os trabalhos anatômicos de Felix Plater; (2) a analogia entre a câmara escura e o olho humano, entendendo-se que o último torna-se um instrumento dióptrico tal como a primeira; (3) o correto uso, segundo Kepler, da geometria para a constituição anatômico-fisiológica desenhada nos Paralipomena. A partir destes elementos, Kepler trata de dois pontos básicos para a óptica do século xvii: o primeiro determina que a imagem do objeto visto pelo olho forma-se na retina e não no cristalino; o segundo restringe o campo de estudos ópticos àquilo que pode ser tratado somente mediante os componentes ópticos, isto é, os constituintes anatômicos e fisiológicos, e as suas possibilidades de geometrização.