A questão do dolo nos crimes econômicos : a função e os desafios da imputação subjetiva

O objetivo do trabalho é contribuir para uma melhor compreensão, mais racional e funcional, da imputação subjetiva nos crimes econômicos, a partir de uma visão sistêmica do Direito, integrando Parte Geral e Parte Especial. A questão do dolo é ainda vista sob o paradigma do homicídio e, segundo a dou...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Cavalcanti, Nicolau da Rocha
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-28052024-115352
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2136/tde-28052024-115352/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Crimes econômicos
Criminal Law
Direito Penal
Dolo
Dolo eventual
Dolus eventualis
Imputação subjetiva
Mens rea
Subjective imputation
White-collar crimes
Descripción
Sumario:O objetivo do trabalho é contribuir para uma melhor compreensão, mais racional e funcional, da imputação subjetiva nos crimes econômicos, a partir de uma visão sistêmica do Direito, integrando Parte Geral e Parte Especial. A questão do dolo é ainda vista sob o paradigma do homicídio e, segundo a doutrina e a jurisprudência predominantes, em perspectiva psicológica. Há um cenário de pretensa certeza doutrinal, mas de intensa incerteza e instabilidade na aplicação do dolo, agravado pelo tensionamento fruto da expansão penal sobre a seara econômica. Proteção do indivíduo frente ao poder estatal, a imputação subjetiva, se mal aplicada, converte-se em instrumento de arbítrio e de seletividade. A partir da função sistêmica do princípio da culpabilidade, elabora-se, com o auxílio das propostas de Claus Roxin, Bernd Schünemann e Ingeborg Puppe, um olhar sobre o dolo que, respeitando suas dimensões cognitiva e volitiva, seja normativo e em plena conformidade com o Estado Democrático de Direito, que não pune pensamentos nem sentimentos.