Hermenêutica do Eu: considerações acerca da individualidade em Paul Ricoeur

Essa dissertação tem como tema A hermenêutica do Eu considerações acerca da individualidade em Paul Ricoeur. A hermenêutica do eu está equidistante da apologia do cogito e a sua destituição. Ricoeur considera que a filosofia da pessoa seja capaz de liberar as questões do sujeito dos falsos problemas...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Souza, Jacira de Assis
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Institución:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.bdtd.uerj.br:1/12297
Acceso en línea:http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/12297
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Ricoeur
Herméneutique
Identité
Individualité
Sujet
Persone
Hermenêutica
Identidade
Individualidade
Sujeito
Pessoa
Ricoeur, Paul, 1913-2005
Crítica e interpretação
CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA
Descripción
Sumario:Essa dissertação tem como tema A hermenêutica do Eu considerações acerca da individualidade em Paul Ricoeur. A hermenêutica do eu está equidistante da apologia do cogito e a sua destituição. Ricoeur considera que a filosofia da pessoa seja capaz de liberar as questões do sujeito dos falsos problemas, oriundos do substancialismo a imutabilidade de um núcleo atemporal, a dispersão em impressões como é visto em Nietzsche e Hume. A pessoa designa a si mesma no tempo como unidade narrativa de uma vida que reflete a dialética da coesão e da dispersão mediatizada pela trama. A dialética da mesmidade e da ipseidade é interna à constituição ontológica da pessoa. O instrumento dessa dialética e o estabelecimento da trama que se constitui tanto das ações como dos próprios personagens. Somos depositórios de tudo que existiu, já foi pensado e criado. Tudo isso lateja nós. É o passado que se faz presente. O nosso presente se desenrola através do aprimoramento do que já existe no atrito necessário entre os conceitos sedimentados à mesmidade e ao encontro com o espaço que clama por mudanças, afim de corrigir os erros praticados e assimilação de novos conceitos, a ipseidade. A individualidade, ou a identidade narrativa é um fenômeno complexo porque envolve dois tipos de identidade que não permitem serem reduzidas a uma única ideia. A discussão filosofia a respeito do cogito foi superada pela questão da individualidade. Esse viés ricoeuriano conduz o pensamento e a reflexão na dissertação.