Utilização da capacidade de exercício como preditor de morbidade em pacientes com fibrose cística
Introdução: A fibrose cística (FC) é uma doença que acomete múltiplos órgãos e sistemas e gera o acúmulo de secreções nas vias aéreas ocasionando infecções respiratórias crônicas. Tal fato contribui para o aumento das exacerbações pulmonares e dias de hospitalização. O tratamento inclui diversas ter...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:tede2.pucrs.br:tede/10741 |
| Acceso en línea: | https://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/10741 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Fibrose Cística Exacerbação Função Pulmonar Capacidade de Exercício Morbidade Cystic Fibrosis Exacerbation Lung Function Exercise Capacity Morbidity CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA |
| Sumario: | Introdução: A fibrose cística (FC) é uma doença que acomete múltiplos órgãos e sistemas e gera o acúmulo de secreções nas vias aéreas ocasionando infecções respiratórias crônicas. Tal fato contribui para o aumento das exacerbações pulmonares e dias de hospitalização. O tratamento inclui diversas terapias e o exercício faz parte das recomendações clínicas para melhor evolução do prognóstico. Objetivos: (i) avaliar, por meio de uma revisão sistemática, se os testes de campo possuem boa associação com o consumo máximo de oxigênio (VO2pico) em indivíduos com FC, e (ii) avaliar a associação da aptidão aeróbia, avaliada por variáveis de limiar ventilatório do teste cardiopulmonar de exercício (TECP), com o risco de exacerbação em indivíduos com FC. Métodos: Esta tese foi dividida em 2 estudos. No estudo 1, foi elaborada uma revisão sistemática na qual foi realizada uma pesquisa nas bases de dados PubMed, Embase, LILACS, SciELO e PEDro. Foram incluídos estudos que apresentassem associações dos testes de campo com o VO2pico e, ainda, os que apresentaram equações preditivas de VO2pico por meio de testes de campo. O estudo 2 consistiu em uma coorte retrospectiva, na qual foram incluídos pacientes com idade acima de seis anos. Foram coletados dados do TECP e de espirometria. Além disso, um follow-up de 4 anos foi realizado, no qual foram registrados dados de morbidade. Resultados: O estudo 1 demonstrou que as equações derivadas do shutte test (ST) apresentaram fortes correlações com o VO2pico (r=0,79 a 0,95). O teste de caminhada de seis minutos mostrou associações moderadas com o VO2pico em participantes com gravidade moderada da doença (r=0,53 a 0,65). Além disso, os pacientes com menor frequência cardíaca máxima no teste do degrau de três minutos tenderam a ter maior percentual de VO2pico previsto (r=-0,40), e o teste de sentar e levantar de um minuto demonstrou correlações moderadas entre o VO2pico e o número de repetições (r=0,52 a 0,66). No artigo 2, foram incluídos 20 pacientes (média de idade de 16±5,4 anos). A regressão univariada demonstrou que a função pulmonar (volume expiratório forçado no primeiro segundo, VEF1: Cox HR 0,97; p=0,028 e fluxo expiratório forçado entre 25% e 75% da capacidade vital, FEF25-75: Cox HR 0,98; p=0,036 ) e aptidão aeróbia (consumo de oxigênio - VO2 no limiar ventilatório: Cox HR 0,94; p=0,01 e equivalente ventilatório para dióxido de carbono - VE/VCO2 no limiar ventilatório: Cox Resumo HR 1,13; p=0,049) foram associados ao risco de exacerbação. Já no modelo multivariado, a única variável significativa foi o VO2 no limiar ventilatório (%max) (Cox HR 0,92; p=0,01). Indivíduos que exacerbaram apresentaram valores de VO2 significativamente menores (%max) no limiar ventilatório (p=0,050), bem como um equivalente ventilatório maior para consumo de oxigênio - VE/VO2 (p=0,040) e VE/VCO2 (p=0,037) no limiar ventilatório. O tempo para a primeira exacerbação correlacionou-se significativamente com o VO2 no limiar ventilatório (r=0,50; p=0,02), VE/VO2 (r=-0,48; p=0,02) e VE/VCO2 (r=-0,50; p=0,02). Conclusão: Os resultados da revisão sistemática sugerem que os testes de campo se correlacionam com o consumo de oxigênio avaliado pelo TECP, embora apenas o ST pareça ser válido como preditor do VO2pico em pacientes com FC. Além disso, o estudo de coorte demonstrou que as variáveis do TECP no LA estão associadas à ocorrência de exacerbações e que o VO2 (%máx.) no limiar ventilatório pode ser um preditor de exacerbação em pacientes com FC. |
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