Modelo de implantação transtorácica de eletrodo guiado por ultrassonografia para estimulação elétrica do diafragma de suínos
O diafragma é um músculo esquelético que divide o tórax do abdome, é o principal músculo respiratório, contribuindo com cerca de 70% do volume corrente durante a inspiração. Como qualquer músculo o diafragma é suscetível a perda de massa e atrofia causada pelo desuso que pode ocorrer em uma série de...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/240580 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/10183/240580 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Diafragma Ultrassonografia Estimulação elétrica Marca-passo artificial Modelos animais |
| Sumario: | O diafragma é um músculo esquelético que divide o tórax do abdome, é o principal músculo respiratório, contribuindo com cerca de 70% do volume corrente durante a inspiração. Como qualquer músculo o diafragma é suscetível a perda de massa e atrofia causada pelo desuso que pode ocorrer em uma série de situações distintas. O uso da eletricidade para evocar contrações diafragmáticas pode trazer benefícios clínicos como auxiliar ou mesmo manter a ventilação artificial, além de permitir treinamento muscular. Atualmente o treinamento da musculatura ventilatória é de difícil condução por sua localização e particularidades funcionais, aparelhos geradores de corrente elétrica disponíveis no mercado, os marcapassos diafragmáticos, são introduzidos através de procedimentos invasivos e não isentos de risco. O objetivo do estudo foi desenvolver um método de implantação transtorácica de eletrodos guiada por ultrassonografia para estimulação elétrica do diafragma em suínos. Foram utilizados 5 suínos mantidos em ventilação mecânica seguindo protocolo anestésico padronizado, submetidos a exploração da base do tórax com ultrassonografia com visualização da zona de aposição diafragmática e implantação transtorácica de eletrodo guiado por ultrassonografia. Foi realizado um protocolo de estimulação elétrica do diafragma através do eletrodo implantado, e registrada a amplitude da movimentação diafragmática e a espessura do diafragma durante a inspiração e expiração. A fração de espessamento diafragmático, que reflete indiretamente a atividade contrátil do diafragma, foi calculada com auxílio do ultrassom, avaliando o efeito do eletroestimulo. Os mesmos registros foram obtidos durante a ventilação passiva sem bloqueio neuromuscular para comparação. Não foram observadas complicações importantes no procedimento de implantação do eletrodo. A mediana de amplitude da movimentação diafragmática incluindo ambas as cúpulas diafragmáticas durante a ventilação passiva comparada a amplitude aferida durante eletroestímulo não apresentou diferença estatisticamente significativa. A fração de espessamento diafragmático foi maior durante a eletroestimulação em relação a ventilação passiva, demonstrando maior atividade contrátil do diafragma com o eletroestímulo. Concluímos que a estimulação elétrica do diafragma com eletrodos implantados de forma transtorácica é factível e reprodutível. O desenvolvimento deste modelo pode tornar a estimulação elétrica diafragmática possível de forma minimamente invasiva e uma alternativa eficaz para evitar a atrofia de desuso em pacientes em ventilação mecânica. |
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