Pacientes com câncer em tratamento ambulatorial em um hospital privado: atitudes frente à terapia com antineoplásicos orais e lócus de controle de saúde

Introdução O câncer é uma doença crônica que ocupa posição de destaque. A adesão, as atitudes e o comportamento dos pacientes têm sido freqüentemente relatadas como um fator determinante para o sucesso da terapia com antineoplásicos orais. Objetivos Caracterizar o perfil de pacientes com terapia ant...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Marques, Patricia Andrea Crippa
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2006
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-15012007-155341
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-15012007-155341/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Adesão
Antineoplastic therapy
Cancer
Câncer
Compliance
Escala de lócus de controle de saúde
Health locus of control scale
Morisky and green test
Terapia antineoplásica
Teste morisky e green
Descripción
Sumario:Introdução O câncer é uma doença crônica que ocupa posição de destaque. A adesão, as atitudes e o comportamento dos pacientes têm sido freqüentemente relatadas como um fator determinante para o sucesso da terapia com antineoplásicos orais. Objetivos Caracterizar o perfil de pacientes com terapia antineoplásica via oral, aspectos da doença, atitudes, crenças e percepções frente à doença e tratamento. População e Método Foram estudados 61 pacientes com diagnóstico de câncer sob terapia antineoplásica via oral em um ambulatório de hospital particular da cidade de São Paulo. Os instrumentos de avaliação usados foram Teste Morisky e Green, Escala de Lócus de Controle da Saúde e um questionário sobre fatores que podem interferir no tratamento medicamentoso. Valores de p<0,05 foram considerados estatisticamente significantes. Resultados Os pacientes estudados eram 64% mulheres, 54,8±15,6 anos, 95% brancos, 74% casados; 80% com ensino superior; 37% com renda entre 5 a 10 salários mínimos; 29% ocupavam atividades administrativas e comerciais; 34% tinham câncer gastrintestinal; 34% dos pacientes faziam uso do medicamento Capecitabina; tempo de doença de 37,1 ± 62,2 meses; tempo de tratamento 14,4 ± 25,1 meses; e tempo de tratamento com antineoplásico oral 8,6 ± 14,8 meses. O Teste Morisky e Green foi positivo em 28% dos pacientes e 25% afirmaram interrupção do tratamento. Na Escala de Lócus de Controle da Saúde os valores do lócus de controle interno (21,7±4,3) e externo-outros poderosos (22,5± 4,1) foram semelhantes e o menor valor foi no domínio externalidade-acaso (16,5±6,0), além de que os pacientes informaram poucas dificuldades que podem influenciar a adesão ao tratamento com antineoplásico oral. Houve as seguintes associações estatisticamente significantes (p<0,05): 1-Pacientes com teste de Morisky e Green positivo tinham maior tempo de tratamento e em relação ao medicamento oral, a positividade ocorreu com dois pacientes em uso de Mercaptopurina e cerca de um quarto em uso de Dexametasona, Talidomida e Hormonioterápicos. 2-Na Escala de Lócus de Controle de Saúde os pacientes que apresentaram maiores índices de internalidade eram do sexo masculino, que não realizaram cirurgia, não faziam massagem, com menor tempo de doença e de tratamento. Os pacientes com maiores índices no domínio de externalidade-outros poderosos interromperam o tratamento. Os pacientes que apresentaram maiores índices de externalidade-acaso faziam uso de antineoplásico oral continuamente e não praticavam rituais religiosos como outras formas de tratamento. 3-O questionário que avaliou aspectos frente ao tratamento mostrou que os pacientes que apresentaram mais dificuldade, tinham mais tempo de tratamento com antineoplásico via oral. Conclusões Os pacientes apresentaram atitudes positivas frente ao tratamento com medicamentos antineoplásicos orais e relataram poucas dificuldades no manejo da terapia