Para o estudo da formação e expansão do dialeto caipira em Capivari

Este trabalho compõe o projeto \"Formação e expansão do português paulista ao longo do Rio Tietê a partir do séc. XVII\", sendo um subprojeto do Projeto Caipira, que está desenvolvendo pesquisas relacionadas à comunidade linguística de São Paulo por pessoal ligado basicamente ao Departamen...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Garcia, Rosicleide Rodrigues
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2009
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-11092009-162050
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8142/tde-11092009-162050/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Caipira dialect
Dialectology
Dialeto caipira
Dialetologia
Filologia
Historical linguistic
Linguistic variants
Linguística histórica
Philology
Variantes linguísticas
Descripción
Sumario:Este trabalho compõe o projeto \"Formação e expansão do português paulista ao longo do Rio Tietê a partir do séc. XVII\", sendo um subprojeto do Projeto Caipira, que está desenvolvendo pesquisas relacionadas à comunidade linguística de São Paulo por pessoal ligado basicamente ao Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da USP. Dentre as cidades estudadas está a região de Capivari, situada a 108 quilômetros de São Paulo, cidade do imortal Amadeu Amaral, autor da obra O Dialeto Caipira (1920), primeiro estudo a preocupar-se com a diversidade do falar paulista. Esta dissertação tem como proposta a busca exaustiva de variantes fonéticas em documentos cartoriais do século XIX, de modo a expressar (ou não) os estudos dialetais feitos pelo autor em questão, demonstrando o que já pertencia à língua antes de suas observações, pois os fólios datam de anos anteriores ao seu nascimento. Embora sejam documentos que, por serem escritos por pessoas supostamente alfabetizadas, hipoteticamente podem denotar a norma culta escrita de então, é possível encontrar neles características dialetais apontadas por Amaral, como veremos. Para contemplar o estudo sobre a linguagem atual da região, também se realizou um breve exame do falar dos capivarianos, cotejando a locução atual com as variantes registradas nos fólios e mostrando, assim, o que permaneceu no dialeto após quase um século da publicação do livro. Sendo um trabalho comparativo, seguiremos o caminho feito por Amaral (1920) em seu capítulo sobre Fonética: falaremos da generalidade do falar dos habitantes, dos fonemas e suas alterações normais, das vogais, grupos vocálicos, consoantes e modificações isoladas. Assim, o trabalho objetiva mostrar que muitos dos fenômenos linguísticos que observamos atualmente no português também podem ser vistos registrados em fases anteriores da língua, como comprova os documentos do século XIX, e embora nossa língua mude, ainda guarda muitos traços de nossos antepassados. E ainda, apesar de o estudo ter sido feito tomando a cidade de Capivari e a obra de Amadeu Amaral como guia, ele também representa a realidade de muitas outras cidades de São Paulo e do Brasil, as quais mantêm em seus dialetos locais os apontamentos vistos aqui.