\'O baile dos ratos\': a construção sociotécnica da peste bubônica no Rio de Janeiro (1897-1906)
O presente trabalho discute a construção sociotécnica da peste bubônica no Rio de Janeiro de 1897 a 1906. Tem como aporte teórico a teoria do ator-rede e como metodologia o acompanhamento de cientistas, médicos e políticos brasileiros interessados no combate à peste, analisando as polêmicas que se e...
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2015 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-17112015-125157 |
| Acceso en línea: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-17112015-125157/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Bubonic plague Controvérsias Controversies Peste bubônica Quarentenas Quarentines Rio de Janeiro |
| Sumario: | O presente trabalho discute a construção sociotécnica da peste bubônica no Rio de Janeiro de 1897 a 1906. Tem como aporte teórico a teoria do ator-rede e como metodologia o acompanhamento de cientistas, médicos e políticos brasileiros interessados no combate à peste, analisando as polêmicas que se envolveram, e que redes sociotécnicas foram por eles mobilizadas. As fontes utilizadas foram: trabalhos científicos publicados no Brazil-Medico; debates veiculados na imprensa diária e os relatórios da Diretoria Geral de Saúde Pública (DGSP). As principais polêmicas foram em torno do tempo de incubação, letalidade e forma de transmissão da doença. A incubação implicava diretamente no tempo em que os navios ficariam submetidos à quarentena e o Governo Federal acreditava que ela durava 20 dias. Entretanto, pressões exercidas por diferentes atores, como a Associação Comercial de Santos, foram aos poucos mudando essa política e também a compreensão do período de incubação e da letalidade da doença. Em 1904, as quarentenas contra a peste foram extintas no Brasil e era consenso a doença não ser tão letal nem ficar incubada por um período superior a 10 dias. A questão da transmissão implicava diretamente na adoção de medidas sanitárias. Em 1900, o Governo Federal acreditava que a doença era transmitida pelo ar, ou por objetos, por isso a adoção de desinfecção de casas e no isolamento de pessoas contaminadas. Entretanto, em São Paulo, existia outra concepção sobre a transmissão e o extermínio de ratos era a principal medida. No Rio de Janeiro, alguns personagens, como Ismael da Rocha, defendiam a estratégia de São Paulo Com isso, foram estabelecidas duas redes, uma que concedia um papel aos ratos e outra não. A última foi vitoriosa até 1903. Naquela data, Oswaldo Cruz deu inicio a uma campanha de extermínio de ratos, que se mostrou eficaz. Quando os ratos passaram a ser considerados os culpados pela transmissão da doença mudanças ocorreram. As desinfecções passaram a se concentrar nesses animais e se planejou uma reformulação da cidade, com edifícios que vedassem a entrada de ratos e na construção de esgotos. |
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