Medo, horror e um corpo (de)colonial no conto “Lorena”, de María Fernanda Ampuero

A temática deste trabalho comporta a violência doméstica, as leituras pós-coloniais revistas na decolonialidade e como tais são abordados na escrita literária. Parte-se do pressuposto de que a violência contra as mulheres, em países que guardam as marcas da colonização, mantém a acepção da crueldade...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Carneiro, Fabianna Simão Bellizzi
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositorio:Soletras (São Gonçalo. Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.www.e-publicacoes.uerj.br:article/86682
Acceso en línea:https://www.e-publicacoes.uerj.br/soletras/article/view/86682
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Horror
Corpo feminino
Decolonialidade
Literatura latino-americana
Female body
Decoloniality
Latin American-literature
Descripción
Sumario:A temática deste trabalho comporta a violência doméstica, as leituras pós-coloniais revistas na decolonialidade e como tais são abordados na escrita literária. Parte-se do pressuposto de que a violência contra as mulheres, em países que guardam as marcas da colonização, mantém a acepção da crueldade colonial. Destaca-se o conto Lorena, que compõe a coletânea Sacrifícios humanos (2022), da equatoriana María Fernanda Ampuero (1976), pelo fato de apresentar a história de uma moça latino-americana, que se casa com um mexicano, e a partir de então fica à mercê de um cenário doméstico de horror e medo. Objetiva-se a comprovação da hipótese a partir de leituras sobre a decolonialidade, conceito que ultrapassa os estudos sobre pós-colonialismo pelo fato de tensionar as concepções epistêmicas coloniais que ainda se mantêm. O referencial teórico perfaz um entendimento histórico sobre corpos femininos subjugados, com texto de Gerda Lerner (2019); aborda leituras de Susana de Castro (2020) e José Carlos Gomes dos Anjos (2023) como apoio para se entender decolonialidade e feminino; Noël Carroll (1999) para uma abordagem da estética do horror na literatura, além de outros devidamente referenciados..