Utilização da tomografia computadorizada sem contraste e da ressonância magnética no diagnóstico e na estratificação da gravidade da pancreatite aguda

A pancreatite aguda (PA) é uma doença potencialmente letal, com ampla variação nos aspectos clínicos e de gravidade, podendo ser leve e autolimitada num extremo e rapidamente progressiva, levando a falência de múltiplos órgãos e morte, no outro. Durante os últimos anos ocorreram muitas mudanças no a...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Elias Júnior, Jorge
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2002
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-16092025-160425
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-16092025-160425/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Não informado.
Pancreatite aguda
Ressonância magnética
Tomografia computadorizada
Descripción
Sumario:A pancreatite aguda (PA) é uma doença potencialmente letal, com ampla variação nos aspectos clínicos e de gravidade, podendo ser leve e autolimitada num extremo e rapidamente progressiva, levando a falência de múltiplos órgãos e morte, no outro. Durante os últimos anos ocorreram muitas mudanças no atendimento de pacientes com PA. Dentre estas mudanças estão a clara necessidade de tratamento em unidade de terapia intensiva para os casos de PA grave e a perspectiva, cada vez mais presente, de tratamento com drogas antiinflamatórias específicas. Para isso, é preciso que se obtenha a estratificação da gravidade o mais rápido possível, o que é feito por meio de índices clínico-laboratoriais e da Tomografia Computadorizada (TC). A utilização da TC para o estudo da PA tem sofrido críticas quanto à sua utilidade e quanto aos riscos relacionados ao uso do contraste iodado endovenoso (EV), tanto pelos riscos gerais de reação alérgica, quanto pelo risco de levar à piora do quadro, por alteração da microcirculação pancreática e aumento da área de necrose. No presente estudo avaliamos a utilidade da TC sem contraste EV e da Ressonância Magnética (RM) no diagnóstico e estratificação de gravidade da PA em 105 pacientes, sendo que em 96 foi feita a TC completa, em 95 foi obtida a TC sem contraste EV e em 45 foi realizada a RM. Os métodos foram comparados entre si, considerando a TC completa como o método de referência. Houve correlações significativas entre os índices obtidos, assim como existiram associações significativas entre os subgrupos estudados. Considerando somente a necrose pancreática, observamos correlação entre o índice morfológico obtido pela TC sem contraste EV e o índice de necrose, sendo possível verificar, também, que a TC sem contraste EV teve associação com o índice de necrose. Foram realizados, também, estudos de correlação e de associação entre a classificação clínico-laboratorial APACHE II e os métodos de imagem, os quais não foram significativos, indicando a necessidade de obtenção de estudo por imagem do pâncreas, na estratificação de gravidade da PA. Portanto, nossos resultados indicam que a TC sem contraste EV pode ser utilizada como método para diagnóstico e estratificação de gravidade da PA, abrindo a possibilidade da utilização mais ampla e irrestrita desta técnica para o estudo morfológico do pâncreas nesta situação, sem qualquer risco para o paciente. Adicionalmente, confirmamos que a RM é uma opção real para o diagnóstico e a estratificação de gravidade da PA, devendo ser utilizada principalmente nos casos de pancreatite biliar, indicando melhor o tipo de tratamento a ser realizado.