“E eu não sou uma criança?”: por uma educação infantil contra-adultocêntrica e contracolonial
O artigo objetiva contribuir com os debates da pedagogia da infância, partindo da crítica às desigualdades enfrentadas pelas crianças negras no Brasil, diante de uma sociedade estruturada pela colonialidade e pelo adultocentrismo. A metodologia segue uma perspectiva ensaística alinhada aos estudos c...
| Autores: | , |
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) |
| Repositorio: | Scias. /p Direitos Humanos e Educação |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:ojs.pkp.sfu.ca:article/9655 |
| Acceso en línea: | https://revista.uemg.br/sciasdireitoshumanoseducacao/article/view/9655 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Educação Infantil Infâncias Negras Contracolonial Adultocentrismo Relações Étnico-Raciais |
| Sumario: | O artigo objetiva contribuir com os debates da pedagogia da infância, partindo da crítica às desigualdades enfrentadas pelas crianças negras no Brasil, diante de uma sociedade estruturada pela colonialidade e pelo adultocentrismo. A metodologia segue uma perspectiva ensaística alinhada aos estudos contracoloniais e emancipatórios das infâncias, baseada em uma ético-ontoepistemologia ativista. Em diálogo com obras de autores/as que tensionam a matriz eurocêntrica da ciência hegemônica e os modelos universalistas das infâncias, aponta-se que o Estado brasileiro tem se mostrado historicamente em dívida com as crianças negro-periféricas e, mesmo no período pós-redemocratização, há um recrudescimento da violência endereçada a elas, com consequências notórias em seus itinerários formativos. Trata-se, por fim, de destacar como as práticas pedagógicas antirracistas na educação infantil são fundamentais para o enfrentamento da necropolítica e das necroinfâncias. |
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