Do discurso outrem à memória interdiscursiva: análise da música Não Tá Mais De Graça

O presente artigo tem o intuito de observar a organização dos (inter) discursos e a construção de uma Memória Interdiscursiva na canção Não Tá Mais de Graça, cantada por Elza Soares com a participação e composição do também cantor, Rafael Mike. Para isso, analisamos como o texto da canção é organiza...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Vieira, José Antônio, Das Neves, Carmosina Araújo
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
Repositorio:Revista Leitura (Maceió. Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.seer.ufal.br:article/10643
Acceso en línea:https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/10643
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Discurso. Música. Memória Interdiscursiva.
Análise do Discurso
Descripción
Sumario:O presente artigo tem o intuito de observar a organização dos (inter) discursos e a construção de uma Memória Interdiscursiva na canção Não Tá Mais de Graça, cantada por Elza Soares com a participação e composição do também cantor, Rafael Mike. Para isso, analisamos como o texto da canção é organizado partindo do discurso outrem. Especificamente, observamos como: as formas de heterogeneidade enunciativa se organizam; os discursos/vozes integram o texto, e como a organização dessas vozes refletem uma Memória Interdiscursiva. Nossa fundamentação teórica parte dos conceitos de discurso outrem (Bakhtin/Volochínov, 2014), polifonia (Ducrot, 1987), heterogeneidade enunciativa e as formas de remissão do discurso (Authier-Revuz (1990), e os conceitos de memória e interdiscurso de Pêcheux (1997). Por meio da análise da presença dos discursos direto (DD), indireto (DI) e direto com “que” (DDq), tratamos da relação entre a música e os seus discursos veiculados, e utilizados como denúncia e protesto. Considerando-as, como formas de demarcação de posicionamentos e contrariedades ideológicas-discursivas, que constroem, pontos de fala, e discursos de quem faz parte da canção e para quem a letra é direcionada. Por fim, verificamos a constituição de uma formação discursiva que produz uma Memória Interdiscursiva e consequentemente, estrutura a letra da música.