Perfil funcional de pacientes em diferentes estágios de insuficiência cardíaca na atenção primária
INTRODUÇÃO: A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica complexa caracterizada por dispneia, fadiga e intolerância ao exercício, resultantes da incapacidade do coração de atender às demandas metabólicas periféricas. A IC apresenta relevância crescente devido à sua alta mortalidade, morbidad...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal Fluminense (UFF) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:app.uff.br:1/39024 |
| Acceso en línea: | https://app.uff.br/riuff/handle/1/39024 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Insuficiência Cardíaca Atenção primária Insuficiência cardíaca Atenção primária à saúde Heart failure Primary care |
| Sumario: | INTRODUÇÃO: A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica complexa caracterizada por dispneia, fadiga e intolerância ao exercício, resultantes da incapacidade do coração de atender às demandas metabólicas periféricas. A IC apresenta relevância crescente devido à sua alta mortalidade, morbidade e impacto no sistema de saúde, especialmente em populações mais idosas. O aumento da expectativa de vida e a prevalência elevada da doença reforçam a necessidade de abordagens precoces e eficientes para diagnóstico e manejo clínico. Os testes funcionais são essenciais na avaliação da capacidade funcional, intolerância ao exercício e respostas terapêuticas, refletindo diretamente na qualidade de vida e no prognóstico de pacientes com IC. O conhecimento do perfil funcional dessa população permite intervenções personalizadas, para pacientes com capacidade funcional reduzida. Desta forma, estratégias voltadas para melhorar a tolerância ao exercício e prevenir a progressão dos sintomas da doença são fundamentais para reduzir o impacto da IC na saúde pública e na qualidade de vida dos pacientes. OBJETIVO: Caracterizar o perfil funcional de pacientes nos diferentes estágios de insuficiência cardíaca atendidos na atenção primária no município de Niterói. MÉTODOS: Trata-se de um estudo epidemiológico, observacional e transversal com pacientes maiores que 45 anos de ambos os sexos escolhidos aleatoriamente que foram assistidos na atenção primária de saúde do município de Niterói-RJ. RESULTADOS: O estudo avaliou 173 pacientes com insuficiência cardíaca (IC), sendo 108 mulheres e 65 homens, predominando o estágio A em ambos os grupos. As mulheres apresentaram maior prevalência de hipertensão arterial (46,82%) e obesidade com significância estatística nos estágios A, B e C (p<0,0001). Homens também mostraram obesidade nos mesmos estágios, porém sem relevância estatística. Além disso, a força muscular inspiratória (PI Máx.) foi significativamente menor nos estágios B e C em ambos os sexos, com valores abaixo de 70% do predito, indicando fraqueza muscular respiratória em toda a população avaliada. Em relação à capacidade funcional, o número de degraus subidos mostrou diferenças significativas entre os estágios de IC, tanto em homens (p<0,001) quanto em mulheres (p<0,01). Uma correlação positiva foi observada entre a PI Máx. e o número de degraus subidos, sugerindo que maior força muscular inspiratória está associada a melhor desempenho físico. A força muscular expiratória também foi reduzida, com diferenças estatisticamente significativas nas mulheres (p<0,001). Esses achados reforçam a importância de estratégias para melhorar a força muscular respiratória e funcionalidade em pacientes com IC. CONCLUSÃO: Este estudo revelou que a progressão da IC está associada a declínios na força muscular inspiratória e no desempenho funcional, evidenciados pela redução nos valores de pressão inspiratória máxima (Pimáx) e no número de degraus subidos no Teste do Degrau de 2 Minutos. Os estágios mais prevalentes foram 0, A e B, com piora significativa nos estágios mais avançados. Correlações entre a força muscular respiratória e o desempenho no teste do degrau destacam a relevância da avaliação funcional na IC. Esses achados reforçam a importância de estratégias de monitoramento e intervenções direcionadas para preservar a capacidade funcional e melhorar a qualidade de vida desses pacientes |
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