Paulo Schilling e o nacionalismo revolucionário

Nesta tese, aborda-se a trajetória de Paulo Schilling e a composição do nacionalismo revolucionário, ideologia a que dedicou boa parte de seus livros. Schilling integrou o governo Brizola no Rio Grande do Sul e fez parte de todos os feitos políticos daquela época: as encampações, o Master, a Frente...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Vasconcellos, Laura Vianna
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Fundação Getulio Vargas (FGV)
Repositorio:Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.fgv.br:10438/31580
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/10438/31580
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Nacionalismo revolucionário
Brizola
América Latina
História
Schilling, Paulo R.
Jornalistas - Brasil - Biografia
Nacionalismo - Brasil
Brasil - Política e governo - 1960-1969
Descripción
Sumario:Nesta tese, aborda-se a trajetória de Paulo Schilling e a composição do nacionalismo revolucionário, ideologia a que dedicou boa parte de seus livros. Schilling integrou o governo Brizola no Rio Grande do Sul e fez parte de todos os feitos políticos daquela época: as encampações, o Master, a Frente de Mobilização e o Grupo dos 11. Além disso, assessorou Brizola no setor agrário, sendo dessa época os primeiros de seus livros, sobre a situação agrícola do estado. Ao lado de Franklin Oliveira, integrou o que foi chamada a assessoria marxista de Brizola, quando então surgem as primeiras teses do brizolismo: a aposta no lumpemproletariado e a concepção de um imperialismo que nos espoliava por intermédio de São Paulo. Depois do Golpe de 1964, segue exilado para o Uruguai e para a Argentina, onde passa a escrever boa parte de seus livros. São obras muito influenciadas pelo ambiente latino-americano, que vivia a Revolução Cubana e o nascimento de um marxismo com modelos nacionais. Tudo isso aparece na obra de Schilling de diversas formas, mas principalmente no diálogo do trabalhismo com o marxismo, encontro a partir do qual ele interpreta uma série de conceitos do materialismo e das ciências sociais: bonapartismo, subimperialismo, revolução brasileira, burguesia nacional e nacionalismo revolucionário. São duas as influencias mais evidentes nessa fase, o uruguaio Vívian Trías e sua tese sobre o socialismo nacional, e Rui Mauro Marini, por meio do conceito de subimperialismo. Na volta ao país, Schilling escolherá militar pelo PT, partido que nascia opondo-se ao trabalhismo e a Brizola. Desde Caparaó, Schilling e o ex-governador haviam se distanciado definitivamente, fato que explica muito dessa sua opção, embora não completamente. No PT, muitos temas do brizolismo e da descoberta da América Latina persistem, mas muitas são as novas influências. A trajetória de Schilling descortina a aproximação do trabalhismo com o marxismo e realoca o exílio como um período de franca renovação da velha esquerda.