Hölderlin vanguardista. Desejo de Elfriede Jelinek (1989)

Ao longo do romance de Elfriede Jelinek, Desejo, há um amplo uso de citações da poesia de Hölderlin, às vezes pouco perceptível, às vezes grotescamente alterada. Tem havido pouco consenso acadêmico sobre a função dessas citações: alguns encontraram vestígios de uma noção utópica de uma sociedade jus...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Degner, Uta
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Pandaemonium Germanicum (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/187701
Acceso en línea:https://revistas.usp.br/pg/article/view/187701
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Jelinek
Hölderlin
Patos
Forma
Desejo
Pathos
Form
Lust
Descripción
Sumario:Ao longo do romance de Elfriede Jelinek, Desejo, há um amplo uso de citações da poesia de Hölderlin, às vezes pouco perceptível, às vezes grotescamente alterada. Tem havido pouco consenso acadêmico sobre a função dessas citações: alguns encontraram vestígios de uma noção utópica de uma sociedade justa e justa para contrastar com a dura sátira do romance; outros leram Hölderlin como representando o patriarcado au-thorship.  Minha contribuição sugere que Jelinek toma dois dispositivos estilísticos de Hölderlin – a forma gnômica e a ‘harte Fügung’ (harmonia austera) – para integrá-los como princípios principais de seu próprio texto. Ao fazer isso, ela enfatiza Hölderlin como um autor de vanguarda no sentido de Bourdieu: como um autor cujo objetivo é levar a linguagem poética a novos limites. Assim, Jelinek assume a figuração contemporânea de Hölderlin (representada pela edição de D.E. Sattler em Frankfurt); e ao utilizar Hölderlin de forma tão inovadora, ela se posiciona dentro desta tradição vanguardista.