Avaliação da dinâmica da liberação de DNA livre de células (cfDNA) durante procedimento cirúrgico em pacientes com câncer colorretal

Aproximadamente dois terços dos pacientes com câncer colorretal (CCR) são submetidos à ressecção com intenção curativa; no entanto, 30% a 50% desses pacientes apresentam recorrência. A concentração de DNA livre de células (cfDNA) antes e depois da cirurgia pode estar relacionada com o prognóstico de...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Lopes, Mailson Alves
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade de Brasília (UnB)
Repositorio:Repositório Institucional da UnB
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unb.br:10482/51732
Acceso en línea:http://repositorio.unb.br/handle/10482/51732
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Câncer colorretal
DNA livre de células (cfDNA)
Cirurgia
Descripción
Sumario:Aproximadamente dois terços dos pacientes com câncer colorretal (CCR) são submetidos à ressecção com intenção curativa; no entanto, 30% a 50% desses pacientes apresentam recorrência. A concentração de DNA livre de células (cfDNA) antes e depois da cirurgia pode estar relacionada com o prognóstico de pacientes com CCR, mas há informações limitadas sobre níveis de cfDNA no momento da cirurgia. Este estudo teve como objetivo avaliar a dinâmica de liberação de cfDNA durante cirurgia em pacientes com CCR. Analisamos a liberação cirúrgica de cfDNA usando amostras de plasma de 23 pacientes com CCR em três pontos principais durante a cirurgia: pré-operatório (imediatamente antes da cirurgia), intraoperatório (durante cirurgia) e pós-operatório (no final da cirurgia). A eletroforese automatizada foi usada para analisar a concentração e fragmentação do cfDNA, que foram então correlacionadas com as variáveis clínicas. Nossas descobertas indicam um aumento significativo no cfDNA liberado durante e após a cirurgia (3,2 e 2,3 vezes maior, respectivamente, p < 0,05). Adicionalmente, descobrimos que a concentração de cfDNA aumenta no intraoperatório em pacientes com mais de 60 anos de idade, pacientes com comorbidades, pacientes com níveis de CEA > 5 ng/mL e pacientes com tumores localmente avançados (T3, T4, N-, M-). Em conjunto, os resultados sugerem que, além da idade fisiológica e comorbidades, a manipulação cirúrgica intensa decorrente da extensão do tumor pode resultar em maior dano tecidual e maior liberação de cfDNA.